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Entidades de AL criticam Bolsonaro por proibir desconto de contribuição sindical

Sindicatos alertam que medida vai fragilizar a relação com trabalhador; eles querem suspender o texto da MP na Justiça

Entidades que representam trabalhadores no Estado de Alagoas prometem reagir ao texto da Medida Provisória 873, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL/RJ) na última sexta-feira (1º), que proíbe o desconto da contribuição sindical nos salários dos trabalhadores de todo o Brasil. Pelo texto editado, o pagamento deverá ser feito por meio do boleto bancário. Na visão das entidades alagoanas, o objetivo da MP é enfraquecer os sindicados de classe, fragilizando com isso o trabalhador.

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De acordo com o vice-presidente da CUT em Alagoas, José Cícero, o texto editado por Bolsonaro mostra "que o governo deseja enfraquecer as relações com os trabalhadores". Segundo ele, se a MP seguir em vigor o maior prejudicado será o povo brasileiro, visto que, sem o repasse, as entidades não vão conseguir se manter.

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"A direção vai se reunir ainda essa semana para definir a reação que teremos contra o texto dessa medida provisória. É um absurdo o que estão fazendo. Querem deixar o trabalhador fragilizado. Os sindicatos utilizam os repasses para lutar pelos interesses dos trabalhadores, defendendo os direitos de cada classe", expôs José Cícero.

Para Sidney Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana de Maceió, a medida provisória atua como mais um desserviço ao cidadão, já que os sindicatos terão que enviar boletos e o trabalhador terá que ir ao banco ou a loteria pagar por este boleto, todos os meses. Segundo ele, a mensalidade paga mensalmente volta em forma de serviços para os sindicalizados.

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"Todo valor que sai do salário do trabalhador para a conta do sindicato, volta para o profissional em forma de serviços e conquistas. O recurso proveniente da mensalidade do associado e da contribuição sindical proporcionou o Plano de Cargos e Carreiras dos servidores públicos municipais, os aumentos salariais todo ano, os pagamentos de progressão, entre outros direitos que seguimos lutando diariamente como entidade de classe em Maceió", apontou Sidney Lopes.

Diante da mudança, os sindicatos prometem ingressar na Justiça para tentar reverter a situação. Eles esperam que o Poder Judiciário suspenda a medida provisória e, assim, haja uma maior discussão sobre o tema. Outro caminho é buscar apoio da bancada federal para pressionar a rejeição o texto editado pelo presidente.

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