Após divulgação de relatório, ações da Braskem na Bolsa fecham em queda de 0,73%
Papéis da companhia chegaram a abrir pregão em alta de 0,43%, mas tendência mudou com divulgação sobre responsabilidade
As ações da Braskem na Bolsa brasileira caíram 0,73% nesta quarta-feira (8), dia em que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou o laudo responsabilizando a companhia pelas rachaduras nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Na abertura do pregão, as ações estavam sendo negociadas a R$ 44,35, chegaram a subir 0,43%, mas fecharam negociadas a R$ 43,75.
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Segundo o relatório do CPRM, foram detectadas evidências de desabamento parcial em profundidade na área afetada em duas das 35 minas de exploração de sal-gema - matéria-prima utilizada na fabricação de soda cáustica e PVC.
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O relatório concluiu que a extração de sal-gema provocou a reativação de estruturas geológicas antigas, com o consequente afundamento do terreno e trinca no solo e edificações em parte dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro.
Negociações


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Em matéria publicada hoje, o jornal Valor Econômico revela que apesar de estarem bem adiantadas, as negociações entre Odebrecht e LyondellBasell para a venda da Braskem podem ser afetadas pelo resultado do laudo do CPRM, principalmente depois que Ministério Público Estadual e Defensoria Pública de Alagoas anunciarem que vão recorrer à Justiça para bloquear R$ 6,7 bilhões da petroquímica. O resultado do laudo pode levar a novos desdobramentos na Justiça sobre os R$ 2,7 bilhões em dividendos da companhia que estão suspensos, diz o jornal.
De acordo com a reportagem, a responsabilidade da Braskem pelos problemas seria herdada pelos novos controladores e já existe entendimento disso - mas as incertezas quanto aos dividendos atingem também a Odebrecht, cuja situação financeira tornou-se muito frágil após a Operação Lava-Jato.
