Delegado alerta que vítimas de ONG já podem pedir à Justiça devolução de valores
Responsáveis pela Pata Voluntária seguem presas e animais estão sob cuidados de funcionários e veterinários
O delegado Thiago Prado informou àGazetaweb, na manhã desta segunda-feira (8), que as vítimas do golpe supostamente aplicado pela Organização Não Governamental (ONG) Pata Voluntária já podem procurar o Poder Judiciário, buscando o ressarcimento dos valores doados. Ele esclareceu que o inquérito está em andamento, outras pessoas podem ser presas e os animais estão sob os cuidados de funcionários e veterinários.
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Por telefone, o delegado salientou que os valores arrecadados pela entidade chegam ao montante de R$ 300 mil, podendo, até, ultrapassarem essa quantia. Segundo Prado, o número total de vítimas é incerto.
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"Não podemos precisar a quantidade de vítimas do estelionato, porque foram doadores do País inteiro. Os valores, inclusive, podem ser maiores, por isso, é necessário continuarmos as investigações".
Questionado sobre o pedido de bloqueio das contas da ONG, o delegado esclareceu que a Justiça ainda vai se posicionar, mas as vítimas podem se dirigir ao Judiciário, no Fórum do Barro Duro, e procurar uma das varas cíveis ou criminais, a fim de buscar a devolução do dinheiro. "O processo deve ser distribuído para alguma das varas, mas já orientamos os doadores que não aguardem a decisão da Justiça, que deve sair em breve, e vão em busca do dinheiro".


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A respeito dos animais abrigados, funcionários e médicos veterinários estão cuidando dos bichos até uma posterior determinação da Justiça. "A ONG atende em dois locais, mas somente um deles abriga os animais".
PRISÃO
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) descobriu que a denúncia sobre furto ao abrigo Pata Voluntária tratava-se, na verdade, de um golpe.
Durante operação deflagrada na sexta (5), as três responsáveis pela ONG, Pali Pedrosa Mondal, 28 anos; Nayane Perícia Silva Barros, 26; e Maria Gisele do Nascimento Oliveira, 23; foram autuadas em flagrante, conduzidas ao sistema prisional e tiveram a prisão preventiva decretada.
"Quando nós passamos a investigar, vimos que não tinha crime algum. Na verdade, era uma fraude em que as proprietárias do Pata Voluntária se utilizavam da ação para receber valores. Elas acabaram confessando a prática criminosa", explicou o delegado Leonam Pinheiro, em entrevista na semana passada.
