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ABIH-AL cobra postura do município em relação ao ordenamento da orla

Associação destaca o grande número de ambulantes comercializando produtos na capital alagoana

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH/AL) está cobrando do município uma postura referente à presença de um grande número de ambulantes na orla da capital alagoana, o que estaria deixando incomodados os turistas que circulam pelo local.

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Além do comércio de produtos como brinquedos, artesanatos e bijuterias, a associação também ressalta como prejudicial ao turismo da capital a grande quantidade de vans de passeio, cujos donos abordam as pessoas com frequência, sem nenhum critério ou ordem.

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O presidente da ABIH-AL, Milton Vasconcelos, conta que muitos turistas se incomodam com a abordagem e a quantidade de comerciantes nas calçadas e na praia. Além disso, os artesãos e comerciantes formalizados, que ficam na feirinha da Pajuçara e no Pavilhão do artesanato, acabam sendo prejudicados com a concorrência desleal.

"Sabemos que hoje muitas pessoas buscam alternativas de trabalho, e muitas delas são válidas, mas precisa-se ter uma ordem, uma fiscalização, para que ninguém saia prejudicado, e que os turistas possam desfrutar desses lugares de forma tranquila", avalia.

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Para ele, a solução é um ordenamento da orla de Maceió, que iria identificar os ambulantes, cadastrá-los e organizar o comércio na região. "Em muito lugares do mundo que tem o turismo como principal atividade, como é o nosso caso, o ordenamento é respeitado. Ainda não foi discutido como isso seria feito, mas é preciso que a Prefeitura de Maceió abra o debate e comece a tirar do papel esta proposta. O trade turístico, com certeza, seria um grande aliado, e não mediria esforços para buscar soluções para o este problema, sem prejudicar ninguém", disse.

Ele salienta ainda que o trade turístico já passou essa demanda para a Câmara de Vereadores, que está ciente da necessidade de buscar um alinhamento. "Agora, o que falta é boa vontade do Executivo Municipal", destaca.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (SEMSCS), já existe um projeto em andamento para disciplinar a ocupação da orla marítima de Maceió por ambulantes, e foi feita a atualização de cadastro dos ambulantes que desenvolvem suas atividades na faixa de areia da praia, a fim de atender à legislação vigente e ao que determina a sentença da Ação Civil Pública, do Ministério Público Federal em Alagoas.

Em 2018, segundo a SMSCS, foram realizadas algumas simulações do projeto de reordenamento da faixa de areia, trabalhando com alguns trechos de praia, nas quais foram padronizadas a forma de disposição dos equipamentos na faixa de areia e a redução no número de kits (mesas e cadeiras) na praia, além da garantia de espaços livres na areia para os banhistas que optarem por levar o próprio mobiliário de praia.

Também foram realizadas reuniões com os ambulantes, que questionaram o quantitativo de equipamentos permitidos, e tentaram demonstrar economicamente a inviabilidade de se trabalhar com a limitação de equipamentos imposta e pediram a revisão do projeto. As demais etapas do projeto encontram-se em andamento.

Porém, o presidente da ABIH-AL reforça a necessidade dos planos saírem do papel. No início do mês, a diretoria da ABIH-AL se encontrou com o secretário Cel. Enio Bolivar, onde cobrou novamente o projeto de ordenamento.

"O trade está disposto a colaborar, mas nunca fomos chamados para conhecer ou ter acesso a este projeto de ordenamento. Nesta reunião, o secretário se comprometeu que, até dezembro, a fiscalização e o ordenamento terão uma evolução diante do cenário atual. Hoje, basta você passar pela orla de dia ou de noite, que irá ver o comércio ilegal. Isso é ruim para a imagem da cidade, mas principalmente para os comerciantes legalizados. O emprego formal, que são gerados através do comércio, devem ser priorizados, e todos precisam ter essa consciência. É apenas uma questão de organização", diz.

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