Egípcio procurado pelo FBI por envolvimento com terrorismo nega as acusações
Mohamed é suspeito de ligações com a rede terrorista Al Qaeda. Em depoimento às autoridades brasileiras ele afirmou ser inocente
O egípcio acusado pelo FBI de envolvimento com o terrorismo se apresentou pela primeira vez às autoridades brasileiras, nesta quinta-feira (15) e negou as acusações. Depois de 5 horas de depoimento, o Mohamed Ahmed Ibrahim deixou a delegacia da Polícia Federal no Aeroporto, em Guarulhos.
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O advogado de Mohamed disse que agentes do FBI estavam na delegacia e queriam ouvir o egípcio sem a presença da defesa. Mas ele não permitiu.
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"Ainda nos oferecemos a conversar eu, ele, o tradutor mesmo depois dos esclarecimentos, mas eles optaram por não conversar com a gente. Então por isso optamos também por não falar com eles", disse o advogado Musslim Ronaldo Vaz.
Mohamed é suspeito de ligações com a rede terrorista Al Qaeda. Ele está na lista de procurados do FBI - a polícia federal americana - por terrorismo


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Sobre Mohmaed ser condenado no Egito, o advogado mostrou um documento e afirmou que o arquivo emitido pelo governo egípcio comprovaria que Mohamed não responde a nenhum processo criminal por lá.
Mohamed disse que já teve um pedido de refúgio negado pelo governo brasileiro. Nesta semana, ele entrou com recurso e, nesta quinta-feira, último dia do prazo para recorrer, protocolou mais documentos. À Polícia Federal, ele disse que escolheu o Brasil por considerar que aqui estaria seguro.
Mohamed mora no aqui desde o ano passado e é casado com uma brasileira. Com ajuda de um tradutor, ele se defendeu das acusações.
"Ele é inocente, não deve nada a ninguém, entregou laptop, celular, tudo o que eles pediram, solicitaram, entregou tudo pra mostrar pra eles: podem fuçar toda a minha vida, toda a vida dele, que ele é totalmente inocente e não tem nenhuma prova", disse o tradutor Feres Fares.
