AL adere à Greve Nacional da Educação e faz ato público nesta quinta-feira (3)
Ufal, Ifal e escolas paralisam as atividades para cobrar recomposição do orçamento
Estudantes e sindicatos da Educação, em Alagoas, vão aderir à Greve Nacional da Educação, que acontece nesta quarta (2) e quinta-feiras (3). Maceió tem ato marcado para as 14h, com concentração na Praça Centenário, no bairro do Farol. O dia será de mobilização em todos os estados do país e no Distrito Federal (DF), pressionando o Governo de Bolsonaro, por meio do Ministério da Educação (MEC), a realizar a recomposição imediata do Orçamento contingenciado das instituições de ensino e contra o projeto Future-se.
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Também estão previstas manifestações nesta quinta-feira em Arapiraca, às 9h, no Centro; em Viçosa, às 9h30, na Praça Apolinário Rebelo; e, em Penedo, às 14h, com concentração na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
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Os Sindicatos da Ufal e do Ifal (Sintufal e Sintetfal, respectivamente), em assembleias, decidiram paralisar as atividades por 48h, a partir desta quarta-feira (2). Além dos atos previstos, durante este período estão realizando atividades internas, como palestras, oficinas e cines-debate junto à comunidade das instituições - docentes, discentes e técnicos.
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) vai aderir apenas às manifestações da Greve Nacional da Educação, no dia 3.


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Em maio de 2019, o MEC anunciou o contingenciamento de R$ 4,6 bilhões dos recursos discricionários da Educação. Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior, o MEC bloqueou, pelo menos, R$ 2,4 bilhões para investimentos em programas do ensino infantil ao médio. Já o bloqueio nas universidades e institutos federais foi de R$ 2,2 bilhões. Só a Ufal teve as verbas discricionárias contingenciadas em R$ 39,5 milhões.
Na última terça-feira (1º), o Ministério anunciou o desbloqueio de R$ 1,9 bilhão do Orçamento. Deste valor, o montante de R$ 1,1 bilhão será destinado às universidades e institutos federais.
Ainda estão bloqueados 3,8 bilhões do Orçamento geral da Educação para 2019. O ministro Abraham Weintraub disse que esse valor pode ser liberado até o final do ano. Reitores e a comunidade acadêmica em geral reclamam do contingenciamento e alegam que os recursos liberados não são o suficiente.
