IML aponta que jovem morta após marcar encontro pelo Facebook foi asfixiada
Laudo não esclareceu se a mulher sofreu violência de natureza sexual antes de ser assassinada
O Instituto Médico Legal de Arapiraca confirmou, nesta sexta-feira (4), a causa da morte da jovem Maria Carla Lucas da Silva, de 18 anos, assassinada em Olho D'água Grande, no Agreste alagoano. De acordo com a perícia, ela foi morta por "asfixia por constrição cervical".A vítima morreu após marcar um encontro pelo Facebook.
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Maria Carla passou quatro dias desaparecida e o corpo foi encontrado despido e jogado em uma cova rasa, próxima a sua residência, na Zona Rural do município. Apesar do avançado estado de putrefação do corpo, o exame cadavérico identificou vários elementos para a conclusão do laudo.
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Segundo as investigações, a jovem foi morta pelo vizinho José Wellington, de 31 anos. Ele criou um perfil falso no Facebook e manteve contato com a vítima por um período considerável. Informações dão conta de que ela já teria sido assediada por ele e o bloqueou nas redes sociais. O suspeito, então, criou um perfil falso para marcar um encontro com Maria Carla e acabou tirando a vida da jovem.
O encontro marcado pelas redes sociais acabou em homicídio seguido de suicídio, já que o suspeito tirou a própria vida. José Wellington foi encontrado enforcado dentro de casa, no último dia 1º de outubro.


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O legista Germano Jatobá, responsável pela perícia, explicou que não foi possível verificar se a jovem sofreu abuso sexual e detalhou que asfixia por constrição ocorre por meio da compressão da região do pescoço, o que provoca a interrupção do fluxo de oxigênio. Essa ação violenta deixa sinais no corpo da vítima que diferem de outros casos de morte violenta.
"O exame apontou infiltração hemorrágica na musculatura pretraqueal e na mucosa laríngea com fratura da cartilagem tireóidea, sinais característicos de morte por constrição cervical por estrangulamento ou esganadura. No exame não constatei sinais de enforcamento e também não havia nenhum outro tipo de lesão de interesse médico legal no restante do corpo da vítima", explicou o médico legista.
