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Espanhóis vão às urnas amanhã para escolher primeiro-ministro

Pesquisas preveem resultados parecidos com os de 28 de abril, em que nenhum partido obteve maioria

A Espanha realiza neste domingo (10) sua segunda eleição geral este ano - a quarta em quatro anos - e mais uma vez um partido deve sair vencedor, mas sem conseguir a maioria no Parlamento para determinar quem será o primeiro-ministro (que na Espanha é chamado de presidente do governo).

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O Partido Socialista Obrero Español (PSOE) deve repetir a vitória que obteve em 28 de abril, mas conquistar ainda menos assentos, apontam pesquisas, o que tornará mais difícil para o atual primeiro-ministro interino, Pedro Sánchez, formar um governo.

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Para que um partido consiga a maioria, ele precisa de 176 assentos. Em abril, o PSOE obteve 123 e não conseguiu apoio suficiente de outras siglas.

Após cinco meses de impasse, em setembro, o rei Felipe realizou consultas com os quatro principais partidos e verificou que não havia acordo para a formação de um governo, o que determinou a realização destas novas eleições.

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Pesquisas

Esta semana, o jornal espanhol "El País" publicou uma média com os números apontados por pesquisas divulgadas até o dia 3 de novembro, que indicam uma vitória do PSOE, com 27,2%, seguido pelo Partido Popular (PP), com 21,1%, Vox (12,8%), a coalizão Unidas Podemos (dos partidos de esquerda Podemos e Izquierda Unida), com 12,7%, Ciudadanos, com 9% e Más País, com 3,8%.

Com essas médias, o jornal fez projeções de que o PSOE conquistaria 117 assentos, o PP teria 92, o Vox ficaria com 46, o Unidas Podemos com 35 e o Ciudadanos com 18.

Este quadro aponta uma queda do PSOE, de Pedro Sanchéz, do Unidas Podemos e do Ciudadanos, e um crescimento, do PP, de Pablo Casado, principal adversário de Sánchez na disputa pelo cargo de premiê, e do Vox, de extrema-direita.

Catalunha

Segundo a agência Reuters, Pedro Sánchez anunciou que um "número significativo" de forças de segurança será enviado à Catalunha antes da eleição para evitar que os protestos que vêm abalando a região interrompam a votação.

Um porta-voz da Polícia Nacional de Barcelona disse que o batalhão antichoque foi acionado na Catalunha para "reforçar no caso de distúrbio político, como a interdição de seções eleitorais", mas acrescentou que a polícia regional ficará encarregada de manter a ordem no dia e que a Polícia Nacional só agirá se for solicitada.

A Catalunha tem sido palco de grandes protestos desde a condenação de nove líderes separatistas à prisão, em outubro.

Os principais candidatos à eleição discordaram quanto à maneira de tratar do separatismo catalão em um debate televisivo na segunda-feira. Pesquisas indicaram que o tema pode ser decisivo no pleito de 10 de novembro, no qual os socialistas liderados por Sánchez ainda lideram, mas vêm perdendo apoio, enquanto partidos de direita que prometem adotar uma postura mais rígida com a região insubmissa vêm crescendo.

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