Fifa anuncia banimento perpétuo de Ricardo Teixeira do futebol
Câmara decisória do Comitê de Ética considera ex-presidente da CBF culpado de crimes de suborno e ele está suspenso de atividades ligadas ao esporte
A Fifa anunciou nesta sexta-feira o banimento perpétuo do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira do futebol por conta de violações no código de ética. Segundo comunicado, a câmara decisória do Conselho de Ética da entidade considerou Teixeira culpado de crimes de suborno, aplicando a pena, que o proíbe de exercer atividades ligadas ao futebol para sempre. Ele também foi multado em 1 milhão de franco suíços (R$ 4,2 milhões). O advogado de Ricardo Teixeira, Michel Assef Filho, declarou que vai recorrer da decisão ao Comitê de Apelação da própria Fifa.
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A investigação do Conselho de Ética analisou atividades de Ricardo Teixeira entre 2006 e 2012, focando em contratos da CBF, Conmebol e Concacaf com empresas de mídia e direitos de transmissões de TV. O conselho considerou que Teixeira violou o artigo 27 do Código de Ética, que diz respeito a suborno, e decidiu aplicar a pena máxima - que também foi imposta a outros ex-presidentes da CBF, como Marco Polo Del Nero e José Maria Marín.
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"Eu entendo que esse resultado no âmbito da Fifa era previsível, por ter havido cerceamento de defesa, e que tenho confiança de que o Tribunal de Justiça Suíço reformará a decisão para absolvê-lo, já que nessa esfera os princípios processuais serão observados e respeitados", disse o advogado de Teixeira, Michel Assef Filho.
Ricardo Teixeira presidiu a CBF entre 1989 e 2012, por cinco mandatos consecutivos, e também ocupou cargos nos Comitês Executivos da Fifa e da Conmebol. O brasileiro foi acusado de receber e distribuir propinas em contratos com empresas de mídia, desde que veio à tona o escândalo que levou para a cadeia dezenas de dirigentes do alto escalão da Fifa, em 2015.


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O processo conduzido pelo FBI e a Justiça dos Estados Unidos colocou Teixeira como um dos pivôs de um esquema de corrupção. Um relatório elaborado pelo advogado Michael Garcia em 2014, que só veio à tona em 2017, afirmou que o ex-presidente da CBF violou seis artigos do Código de Ética: artigo 13 (regras gerais de conduta), artigo 15 (lealdade), artigo 19 (conflito de interesses), artigo 20 (oferecer e aceitar presentes e outros benefícios), ártico 21 (propina e corrupção), artigo 22 (comissão).
Em dezembro de 2017, o governo dos Estados Unidos publicou documentos que ligariam Teixeira a José Maria Marin e Marco Polo Del Nero - com os três envolvidos em um esquema de subornos milionários de agências de marketing esportivo. Áudios e documentos que vieram à tona em 2018 revelaram como funcionava a distribuição de propina.
