Endividamento de consumidores de Maceió cai 1,32% em outubro
Levantamento divulgado pela Fecomércio-AL aponta que 196,22 mil maceioenses estão endividados
Após ter registrado aumento em setembro, o endividamento de consumidores da capital alagoana recuou 1,32% em outubro, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 29 pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL).
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De acordo com o levantamento, no mês passado 196,22 mil meceioenses estavam endividados, contra 198,85 mil em setembro. Segundo a Fecomércio, embora o endividamento geral tenha apresentado redução, o número de endividados que estão atrasando o pagamento das contas aumentou 2% na variação mensal. Assim, subiu para 85.625 (antes, 83.892) a quantidade de pessoas nessa situação. Também houve aumento - embora menor - no volume de inadimplentes, crescendo 0,88% em comparação a setembro, o que representa 55.028 pessoas com contas em aberto (antes, 54.545).
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Na opinião do assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), os dados apresentados representam a dificuldade do mercado de Maceió em gerar novos empregos, reduzindo o potencial de renda do trabalho.
"Entre janeiro a setembro, Maceió perdeu 1.306 postos de trabalho. E setembro ainda foi um dos poucos meses de maior admissão do que demissão, ocorreu a geração de 419 empregos; 87 deles vendedor do Comércio varejista e 54 vagas como operador de caixa", observa.


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Os dados do desempenho do Comércio em Alagoas, em setembro (último relatório disponibilizado pelo IBGE), mostram alta de 0,4% nas vendas, na variação mensal. Contudo, o desempenho das vendas no período foi 2% menor do que em setembro de 2018.
Além disso, de janeiro a setembro, o Estado acumula queda de 2,9% no volume de vendas quando comparado ao mesmo período do ano anterior. "Se para o Comércio o volume de vendas não tem sido bom, para o setor de Serviços as coisas estão ainda piores. Na variação mensal, houve queda de 0,4% no volume de Serviços e, comparado com o mesmo mês do ano anterior, foi 9,5% menor. E, no ano, o recuo foi de 5,5%", avalia o economista.
Para ele, esses dados reforçam a dificuldade do consumidor da capital em manter as contas em dia e não se tornar inadimplente. "Como o desempenho da economia não é tão bom, os empregos não surgem e a informalidade, que traz uma renda menor, aumenta", ressalta.
CARTÃO
A principal dívida do maceioense tem origem no uso do cartão de crédito, representando, em outubro, 84,5% do meio de contração de dívida. Carnês de loja (12,2%) e outras formas (7,4%) contribuíram para as dívidas dos maceioenses.
No universo de inadimplentes, apenas 3,3% indicaram ter condições de quitarem as dívidas, saindo dessa situação. Outros 12,4% informaram que pagarão parcialmente, demonstrando a intenção de negociarem a dívida. Porém, a maioria dos inadimplentes (64,3%) continuarão nesse contexto.
Em nível nacional, a intenção de gastos das famílias brasileiras continua em crescimento em novembro. O índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou a quarta alta seguida, com aumento de 1,3% em relação a outubro, chegando a 95,2 pontos.
Na comparação com novembro de 2018, a evolução chegou a 8,7%. O índice varia de 100 a 200 pontos. Abaixo de 100 pontos indica uma percepção de insatisfação, enquanto o acima de 100 (com limite de 200 pontos) indica o grau de satisfação. Segundo a CNC, o resultado positivo reforça a confiança dos consumidores e indica que as famílias estão suscetíveis a comprar mais.
Ao contrário do primeiro semestre, quando a intenção de compras oscilou, com as famílias se mostrando cautelosas e reticentes, a economia tem dado sinais de reativação nos últimos meses, influenciando positivamente as projeções de crescimento econômico para 2019, bem como a propensão de gastos.
