Deputados classificam como chantagem saída da Braskem para o Espírito Santo
Petroquímica foi apontada como responsável pelo tremor de terra que provocou prejuízo no Pinheiro, Mutange e Bebedouro
A repercussão da possível saída da Braskem de Alagoas para o Espírito Santo ecoou de forma negativa na Assembleia Legislativa, na sessão ordinária desta terça-feira (14). Em pronunciamento sobre a questão do combate à pobreza no Estado, a deputada Jó Pereira (MDB) chegou a chamar de "chantagem" a postura da empresa em suspender as atividades econômicas depois de 44 anos de atuação.
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"Após tento tempo aqui, em Alagoas, a empresa não pode tomar uma atitude irresponsável como esta, nem usar sua força econômica financeira para fazer chantagem", reagiu Jó Perreira. Para o deputado Davi Davino (PP), a empresa ganhou muito dinheiro ao longo das últimas décadas em Alagoas com a exploração do sal-gema e, agora, pode tomar uma atitude que pode ser considerada como "irresponsável".
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"Depois de explorar tanto e ganhar muito dinheiro a empresa anuncia que vai fechar às portas. Vejo isso como uma atitude não só irresponsável, mas também muito infantil. Vamos trabalhar para que essa irresponsabilidade não seja concretizada", destacou Davino.
Durante a discussão, Davi Davino propôs, ainda, que a Assembleia Legislativa de Alagoas crie um Gabinete de Crise para acompanhar a situação que envolve a decisão da empresa e, principalmente, os aspectos legais e fiscais dessa posição, além do impacto. Na visão dele, a proposta é para que sejam encontradas soluções para evitar a perda de uma das grandes geradoras de impostos para o Estado.


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Quanto a legalidade da atividade, o deputado Francisco Tenório (PMN) informou que, mesmo que a empresa insista na ideia de abandonar a produção, ela não ficará livre de suas obrigações com Alagoas. "Desde que o problema se tornou uma realidade envolvendo à Braskem, a petroquímica passou a ter responsabilidade civil e criminal. Ela pode até sair do Estado, mas não pode deixar de reconhecer isso", disse ele.
Diante do tema, a Casa de Tavares Bastos vai formar, até a próxima semana, uma Comissão Especial formada por até seis deputados para acompanhar os desdobramentos e como serão encaminhados os processos de indenização,bem como a retirada e realocação dos moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro.
Por meio de nota à imprensa, a "Braskem informou que paralisou sua atividade de extração de sal e, consequentemente, as fábricas de cloro e soda e de dicloretano. Esse procedimento segue todas as normas de segurança de pessoas e de meio ambiente. A empresa vem buscando alternativas para minimizar os impactos da paralisação no mercado. A Braskem continua implementando medidas emergenciais na região, o que reforça seus laços com a sociedade alagoana".
