Facebook e Instagram removem vídeo de Jair Bolsonaro por violação de regras
Remoção veio depois que Twitter já havia apagado duas publicações do presidente.
O Facebook e o Instagram removeram nesta segunda-feira (30) um vídeo publicado pelo presidente Jair Bolsonaro no domingo, em que ele provocou aglomerações durante um passeio em Brasília e voltou a se posicionar contra o isolamento social, defendido por autoridades de saúde do mundo inteiro.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

De acordo com um porta-voz do Facebook, a plataforma remove "conteúdo no Facebook e Instagram que viole nossos Padrões da Comunidade, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas".
Leia também
A remoção das redes sociais seguiu atitude do Twitter, que, ainda no domingo, também removeu dois vídeos do presidente.
Conteúdos contrariam autoridades de saúde do mundo


Lixo descartado nos trilhos preocupa: causa perigo e atrasa o deslocamento dos trens

Furto em Cruz das Almas: Polícia investiga mulher suspeita de furtar apartamento de idosa

Água Branca: Polícia Civil investiga se acidente foi causado por embriaguez ou por terceiros

Criminosos se passam por polícias e executam jovem dentro de casa em Rio Largo
As redes sociais não deixaram claro quais pontos específicos das imagens ou das declarações dos dois posts levaram à exclusão. Além das publicações apagadas, há outras do passeio de Bolsonaro em Brasília e de declarações deste domingo sobre o coronavírus que continuam no ar.
No vídeo que foi apagado nas três redes sociais, Bolsonaro conversa com um ambulante, defende que as pessoas continuem trabalhando, e diz para "quem tem mais de 65 ficar em casa". Ele acena positivamente quando uma das pessoas na aglomeração diz que "tem que abrir os comércios e trabalhar normalmente".
No segundo vídeo, removido apenas do Twitter, ele entra em um supermercado, volta a provocar aglomerações, critica as medidas de isolamento e diz para jornalistas que "o país fica imune quando 60, 70% foram infectados" e que um remédio contra o coronavírus "já é uma realidade", sem apresentar comprovação.
Apesar de haver pesquisas iniciais, não há remédio com atuação comprovada contra o coronavírus e ninguém sabe quando teremos.
