1 ano após cirurgia, mãe conta que gêmeas siamesas não têm sequelas
Operação inédita no DF conseguiu separar as irmãs Lis e Mel
Nessa segunda-feira (27), a família das gêmeas Lis e Mel tem motivos para comemorar: é quando completa um ano da cirurgia que separou as irmãs siamesas, que nasceram unidas pela cabeça. A operação, inédita no Distrito Federal, foi feita em um hospital público e durou cerca de 20 horas.
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Ao G1 a mãe das meninas, Camila Vieira, de 26 anos, contou que os meses após a cirurgia foram "muito gratificantes e de aprendizados". "Ainda ficamos seis meses, no pós-operatório, indo com frequência ao hospital. Mas elas receberam alta em praticamente todos os acompanhamentos que faziam, graças a Deus", disse.
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Perto do aniversário de dois anos das filhas - comemorado no próximo dia 1º de junho - Camila conta que "Lis e Mel estão se desenvolvendo super bem dentro da idade delas".
"Estão ótimas, não têm nenhuma sequela e seguem com uma saúde maravilhosa."


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Camila diz ainda que, no início do ano, as filhas começaram a frequentar a escola. "Fazem natação duas vezes na semana e escola precoce também duas vezes na semana."
Segundo a mãe das gêmeas, Mel sempre foi mais alegre, risonha, simpática e também "arisca", brinca. "Essas são características marcantes nela. Ainda sim ela é muito reservada, nervosa e agitada".
A irmã, Lis, é delicada, carinhosa, amorosa e meiga, segundo a mãe. "Às vezes mais fechada. De início ela é mais tímida, mas é mais fácil de ser conquistada. Porém, mesmo assim, tem traços marcantes quando está nervosa ou chateada", afirma Camila.
"Ao mesmo tempo que elas são opostas, se completam sendo muito parecidas em algumas características. Tudo depende muito do dia e do humor delas."
Quando perguntada sobre o que a deixa mais feliz ao ver o desenvolvimento das filhas depois da cirurgia, Camila diz que é "ver a liberdade" que cada uma tem agora que estão separadas. "Pois quando unidas, às vezes, uma queria brincar e a outra dormir", afirma a mãe.
