Números de enterros cresce 69% em SP no mês de maio, afirma levantamento
Quase 9.800, exatamente 4 mil a mais do que no mesmo mês do ano passado. Maio também foi o mês com mais mortes pela Covid-19
O número de sepultamentos na cidade de São Paulo aumentou 69% em maio deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com um levantamento obtido pela produção do JH.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O número de sepultamentos em geral na cidade aumentou mês a mês - inclusive antes de março - quando foi registrada oficialmente a primeira morte por Covid-19. Abril e maio têm as maiores altas: 51% e 69% a mais de sepultamentos.
Leia também
O gráfico mostra uma comparação de janeiro a maio deste ano com o mesmo período do ano passado.
Maio foi o mês com o maior número de sepultamentos na cidade de São Paulo. Quase 9.800, exatamente 4 mil a mais do que no mesmo mês do ano passado. Maio também foi o mês com mais mortes pela Covid-19.


União Alvinegra - 08/07/2026

Problema no gol azulino - 07/07/2026

Derrota Azulina - 06/07/2026

Do sonho à frustração - 06/07/2026
Foram mais de 2.500 na capital paulista. Nesta sexta, a cidade registra mais de 4.600 mortes.
Uma das vítimas do mês de maio é o Ariní Salles, de 76 anos. A missa de sétimo dia foi no dia do aniversário de casamento.
"Era para a gente estar comemorando 54 anos de casado dele com a minha mãe e ele falava muito, ?vou casar de novo quero meus filhos juntos?, infelizmente não deu tempo", conta Vivian Sales, filha dele.
O número de enterros é um dos termômetros utilizados por autoridades de saúde pública para saber o avanço da Covid-19.
O cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo e considerado o maior da América Latina, está preparado para muitos sepultamentos.
Em um dia de grande movimento, as famílias ficam do lado de fora, esperando o momento de enterrar parentes sem velório.
A van do serviço funerário passa a ser seguida por uma longa fila de carros. A equipe usa proteção especial.
O que nossa equipe presencia é impressionante. Dois caixões são baixados para as sepulturas ao mesmo tempo. Logo depois, desce o terceiro, o quarto. O máximo que os parentes podem fazer é andar alguns passos segurando o caixão e observar por alguns instantes.
Não dá tempo e nem é seguro fazer qualquer cerimônia. Na van, havia mais corpos. Aconteceu o quinto enterro, o sexto e o sétimo sepultamento. Tudo em apenas meia hora.
De acordo com Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde de São Paulo, o número de sepultamentos é um dado importante para a pandemia de Covid-19.
"Do ponto de vista de saúde pública, os três dados mais importantes são números de casos confirmados, as internações e depois os óbitos que evidentemente que se consolidam com sepultamentos. Fundamental para ter termômetro preciso de como a doença acontece na cidade de São Paulo", afirma.
Segundo a Prefeitura, as mortes provocadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram em uma época fora do comum.
"É mais normal nesse período que estamos entrando agora, que é junho, julho e agosto com mudança da temperatura. A partir do dia 10, 11 de janeiro, o sistema de saúde público na cidade já iniciou a preparação para o enfrentamento da pandemia e ali a gente já via o crescimento da síndrome respiratória", afirma Aparecido.
