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Assessor de Flávio Bolsonaro nega ter sido avisado sobre operação da PF

Jornal Nacional teve acesso ao depoimento do Coronel Braga, citado pelo empresário Paulo Marinho.

O chefe de gabinete do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Miguel Angelo Braga Grillo, negou em depoimento ter recebido informação prévia sobre a Operação Furna da Onça, da Polícia Federal, que revelou suspeitas sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio.

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Conhecido como Coronel Braga, o chefe de gabinete do senador prestou depoimento no inquérito que apura se a operação vazou. A denúncia de que informações vazaram foi feita pelo empresário Paulo Marinho, suplente de Flavio Bolsonaro e ex-aliado da família Bolsonaro. O senador nega a versão de Marinho.

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Marinho disse que três pessoas souberam previamente da operação, entre as quais Miguel Angelo Braga Grillo.

Segundo Marinho, Grillo participou de uma conversa na porta da Polícia Federal, com mais duas pessoas, para obter informações sobre a Furna da Onça.

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O empresário diz que soube disso por meio de Victor Granado, amigo de Flavio Bolsonaro e que, segundo Marinho, também teria ido ao encontro no qual teria havido o vazamento.

No depoimento prestado no dia 10 de junho ao procurador Eduardo Benones, do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ), coronel Braga relatou que ele e Flavio costumavam ir a Polícia Federal do Rio para visitas institucionais, quando Flavio Bolsonaro era deputado estadual. E que se lembra de pelo menos três visitas.

Numa dessas visitas, ele e Flávio atenderam a um pedido de ajuda da chefe da segurança da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para conseguir porte de arma na PF.

"Ela pleiteou o porte de arma e ela pediu se poderíamos já que da primeira vez que ela pediu foi negado, fomos até aí. Obtivemos uma orientação de como deveria ser feito o requerimento dela, que ela usasse esse ou aquele argumento, que ela apresentasse esse ou aquele documento", afirmou o Coronel Braga.

Apesar de narrar o episódio com detalhes, o chefe de gabinete de Flávio disse não se lembrar o mês nem o ano dessa visita.

Coronel braga também disse que não se lembra de ter estado na sede da Polícia Federal no Rio em outro período importante para a investigação: a primeira quinzena de outubro de 2018.

Paulo Marinho disse que foi nessa época que houve o vazamento da operação, segundo o amigo de Flavio, Victor Granado.

O chefe de gabinete disse: "Eu posso ter estado, não sei. Eu não tenho memória, mas eu posso ter estado. Posso ter estado com o Victor em algum lugar, posso ter estado com o Victor. Eu estive, se aconteceu de eu estar, nunca tratei de nada que dissesse respeito a qualquer operação da PF, seja com agente, seja com delegado."

O próximo passo da investigação é ouvir policiais federais sobre a suspeita de vazamento.

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