Hamilton lamenta competir "sozinho", mas defende Mercedes por sucesso
Britânico revelou que gostaria de competir diretamente com Charles Leclerc e Max Verstappen após vencer o GP da Inglaterra com um pneu furado
Após ter começado a temporada 2020 da Fórmula 1 com um quarto lugar no GP da Áustria, Lewis Hamilton reagiu de imediato e já desfruta de uma confortável liderança no campeonato, com três vitórias seguidas. No entanto, o britânico revelou que não se sente feliz com a hegemonia estabelecida por ele, embora tenha reforçado o recado de seu chefe, Toto Wolff, e defendido que a Mercedes não tem culpa pelo domínio que vem estabelecendo desde 2014.
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O hexacampeão está 30 pontos na frente do vice-líder, seu colega de equipe Valtteri Bottas. Em terceiro, está Max Verstappen, da RBR, com 36 pontos . O holandês de 22 anos e Charles Leclerc, da Ferrari, foram escolhidos por Hamilton como seus "rivais dos sonhos" no atual cenário da categoria.
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Foi o trio que protagonizou as principais disputas da última temporada, foram eles que subiram ao pódio no GP da Inglaterra, no último domingo, mesmo com o britânico tendo um pneu furado; Verstappen ficou em segundo, e, Leclerc, com um surpreendente terceiro lugar.
- Olhe, honestamente, sou um corredor por completo, de coração. Particularmente quando se está no kart, você tem aquela corrida roda a roda, e isso sempre me animou, é o que me faz levantar pela manhã. Essa não é a briga pelo campeonato que eu estava esperando. Eu preferiria muito mais ter uma batalha super próxima com esses dois (Verstappen e Leclerc), porque é o que me motiva. Eu realmente, realmente espero que no futuro, estejamos mais próximos.


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A RBR ocupa a segunda colocação no campeonato de construtores, atrás da Mercedes. A equipe, que conquistou três pódios em quatro etapas com Max Verstappen, vive um momento melhor do que a Ferrari, a quarta no campeonato e está em seu pior começo de temporada na década, embora tenha contado com dois inesperados pódios de Charles Leclerc, nos GPs da Áustria e da Inglaterra.
Apesar disso, as duas equipe seguem distantes da Mercedes e ainda esbarram em um "muro" chamado Valtteri Bottas, que faz sua quarta temporada pela equipe alemã. O finlandês, vice-campeão em 2019, venceu a etapa de abertura da F1 neste ano e esteve no pódio nas duas corridas seguintes. Na Inglaterra, ocupava o segundo lugar até que seu pneu estourou no fim da corrida.
Bottas é o único que, para Leclerc, assim como Sebastian Vettel, seja capaz de conter o avanço de Lewis Hamilton na atual temporada, o que reforçaria a dominância da Mercedes na categoria. Entretanto, o britânico não concordou com a sugestão de que o campeonato estaria monótono sob essas condições, defendendo que a equipe não teria culpa de estar na frente das rivais.
- São as regras. No fim das contas, cada equipe recebe suas regras e, no fim do dia, fizemos um trabalho coletivo excepcional, e você não pode culpar minha equipe por isso. Não é nossa culpa. Você precisa olhar para as pessoas que dirigem o esporte fazendo um trabalho melhor, eu diria, em termos de decisão - rebateu o hexacampeão.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, já havia comentado sobre o assunto. Em entrevista ao "Autosport", o dirigente austríaco minimizou a dominância da equipe, afirmando que ela poderia ser colocada em risco em apenas uma corrida em que sofressem com problemas ou um abandono duplo, e reforçando não ter culpa de seu desepenho acima da média.
- Não há uma fibra em nós que pense que este campeonato está terminado. Por outro lado, o domínio de uma única equipe, seja nós, seja a RBR nos anos de 2010 ou a Ferrari no início dos anos 2000, é algo sempre um pouco estranho para o campeonato. Mas não cabe à equipe que conseguiu progressos para vencer ser vista como responsável pela previsibilidade do campeonato. Temos um objetivo principal: terminar todos os fins de semana com o melhor de nossas habilidades. Não há mais nada que possamos fazer - declarou.
Hamilton se mostrou confiante diante da imprevisibilidade prometida pelo novo regulamento da Fórmula 1, que entrará em vigor a partir de 2022. A ideia é que as mudanças promovam mais igualdade entre as equipes, sobretudo financeiramente, contando com um teto de gastos.
- Acho que eles estão mostrando alguns sinais... Acho que Ross (Brawn) está nos mostrando um carro para o futuro que vai nos aproximar. Espero que não seja tão lento quanto um carro da Fórmula 1, então, esperançosamente teremos mais corridas como no kart, no futuro - disse o hexacampeão.
