PF faz operação contra fraudes no auxílio emergencial em SP
2 mandados de prisão e 5 de busca são cumpridos contra grupo que se apropriou de 45 benefícios
A Polícia Federal de São Paulo realiza, na manhã desta terça-feira (8), a Operação Parasitas, contra fraudes relativas a saques indevidos no auxílio emergencial.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Ao todo, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, todos na capital paulista. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.
Leia também
Segundo a PF, os crimes eram cometidos por uma associação criminosa que atuava há cerca de quatro anos em fraudes contra diversos programas sociais dentre eles, o Seguro Desemprego e Bolsa Família.
De acordo com a investigação, a associação criminosa teria se apropriado de pelo menos 45 auxílios emergenciais, prejudicando pessoas de baixa renda que efetivamente necessitam do benefício.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
Os investigados irão responder por furto qualificado e associação criminosa, podendo pegar até 11 anos de prisão.
Ainda segundo a PF, a operação foi denominada "parasitas" por conta da forma como organização criminosa atuava, se apropriando de recursos destinados pelo Governo Federal à população de baixa renda.
O esquema
Segundo as investigações, os agentes públicos com acesso ao CadÚnico eram cooptados pela associação criminosa para alterarem os dados de pessoas de baixa renda constantes do referido sistema de cadastramento, em especial, os nomes das mães e endereços.
Os membros da associação criminosa ligavam no canal de atendimento da Caixa Econômica Federal e solicitavam o encaminhamento dos cartões para os endereços fictícios e em comum cadastrados pelos agentes públicos cooptados.
Com a ajuda de um carteiro dos Correios, os cartões chegavam à posse dos membros da associação criminosa.
Com a posse dos cartões desviados, os membros da associação telefonavam para a URA (Unidade de Resposta Audível) da Caixa Econômica e realizavam o pré-cadastramento de suas senhas.
Os membros dessa associação se dirigiam a uma lotérica situada na Zona Sul e efetivavam a confirmação daquelas senhas, com o auxílio de uma funcionária do estabelecimento, que recebia cerca de R$ 30,00 por senha confirmada.
A PF ainda afirma que o grupo executava os saques indevidos dos benefícios em diversas agências bancárias de São Paulo, sempre no exato dia e na primeira hora em que os benefícios eram liberados (dependendo do último número do NIS), para evitar que os reais beneficiários identificassem as fraudes a tempo e os benefícios fossem bloqueados.
