Fachin rejeita pedido de Wilson Witzel para voltar ao cargo
Defesa do governador afastado tinha feito novo pedido ao STF.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou nesta segunda-feira (28) um novo pedido da defesa do do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), para voltar ao cargo.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

A ação foi apresentada no último dia 14, dias após outra decisão que também negou suspender o afastamento determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Leia também
Witzel foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro por supostamente integrar um esquema de desvio de recursos da saúde. O afastamento vale por 180 dias e foi determinado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que investiga irregularidades e desvios na saúde. Witzel nega as acusações.
Segundo Fachin, o tipo de ação escolhida pelos advogados, um habeas corpus, não é o meio adequado para enfrentar o tema.


Jovem é encontrado morto em terreno baldio no bairro Cleto Marques

Defensoria cobra solução para atrasos na coleta de lixo em Maceió

Operação prende 9 suspeitos e influenciador PTK em Alagoas

Enem 2026: Inscrições encerram nessa sexta-feira
"Considerando que o presente writ [habeas corpus] pretende a reconduc?a?o do paciente ao exerci?cio de cargo pu?blico e na?o a tutela a direito de locomoc?a?o imediatamente afetado ou ameac?ado, concluo que a via eleita e? inadequada", escreveu o ministro.
Fachin afirmou que o afastamento de Witzel, determinado inicialmente de forma monocrática (individual) pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ, já confirmado por 14 votos a 1 durante julgamento na Corte Especial, que reúne os 15 ministros mais antigos do tribunal.
O ministro do STF rechaçou o risco de Witzel ser preso pelas informações que existem até o momento sobre as investigações. No entendimento do ministro, se uma prisão vier a ocorrer, será por fatos novos. O ministro classificou de "ilação" a possibilidade de prisão, representando "construc?a?o argumentativa sem efetiva corresponde?ncia concreta".
Fachin citou ainda que o plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou o encaminhamento do processo de impeachment, o que também lhe impôs afastamento de 180 dias do cargo.
"Essa paralela circunsta?ncia poli?tica adensa a conclusa?o pela na?o pertine?ncia do writ [habeas corpus] na hipo?tese, na medida em que, ainda que cabi?vel fosse, eventual acolhimento seria ino?cuo para o retorno ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, pois subsistiria, de toda sorte, o afastamento determinado pela Casa Legislativa".
