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Em busca de preço baixo, consumidores buscam Mercado da Produção

Opinião é unânime entre consumidores e vendedores: os preços no mercado da produção estão abaixo dos encontrados nos supermercados

A alta em itens de produtos de primeira necessidade nos supermercados tem sido uma preocupação recorrente nos lares alagoanos. Consumidores estão voltando a movimentar os corredores do Mercado da Produção, no bairro da Levada, em Maceió, a procura de preços mais acessíveis. Com isso, o reflexo no aumento das vendas tem sido sentido por comerciantes.

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A opinião é unânime entre consumidores e vendedores: os preços no mercado da produção estão abaixo dos encontrados nas prateleiras dos supermercados. Mas para Roseane Correia, que trabalha há 32 anos no local vendendo frutas e verduras, este não é um fato novo. No entanto, ela sente que os clientes voltaram a aparecer com mais frequência após a alta de preços.

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"Sempre tivemos um preço abaixo do que tem nos supermercados, mas ultimamente o movimento com certeza aumentou, as pessoas procuram mais nossos produtos, porque sabem que aqui os preços são mais em conta", contou Roseane.

No setor cerealista do mercado, a diferença na procura foi sentida com maior intensidade, já que itens como o feijão e o arroz, sempre presentes na cesta básica do brasileiro, são um dos que mais tem apresentado alta nos preços praticados em supermercados.

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Itamar Gomes, que já tem mais de 30 anos de experiência na venda com os itens no Mercado da Produção, contou que os clientes têm comentado a diferença nos preços. "Geralmente, os que procuram nossos produtos, já estão correndo dos preços dos supermercados. Mesmo com o aumento que teve, lá ainda estão muito mais alto do que a gente encontra aqui no mercado", disse Itamar.

Para os clientes, as idas ao mercado à procura de preços mais acessíveis tem acontecido de forma recorrente. O motorista Almir Rocha conta que os valores de proteínas como peixe, frango e carne é o que tem lhe atraído a optar pelas compras no mercado da produção.

"Aqui está bem mais em conta que o supermercado. Eu tenho preferido fazer minhas compras aqui e vou continuar voltando pra buscar preços melhores. Fico com receio apenas por conta da aglomeração, prefiro vir durante a semana que tem menos movimentos que no final de semana. Tem muito cliente usando a máscara e eu não compro com vendedores que não estejam usando máscara, então fico mais tranquilo", disse.

A dona de casa Maria Helena contou que não costuma ir muito ao mercado, mas que naquele dia preferiu ir até o local, na procura por preços melhores. "Aqui eu já vi que, apesar de estar ainda um preço um pouco mais alto, ainda está melhor, contou.

Com a retomada dos clientes ao Mercado da Produção, as aglomerações, que já eram comuns no local, passaram a ser mais recorrentes. A preocupação com a contaminação, no entanto, não tem sido grande prioridade entre os comerciantes do local, visto que poucos são vistos fazendo uso da máscara durante o trabalho.

Marcos Eugênio, que trabalha com venda de peixe, afirma que já foi cobrado pelos clientes a utilização da máscara. Ele não fazia uso da proteção no momento da entrevista. "Fico preocupado, mas prefiro não usar, porque a máscara me sufoca", concluiu.

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