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Laudo inicial aponta asfixia como causa da morte de homem negro espancado

João Alberto foi morto em uma unidade do Carrefour; PM e segurança estão presos preventivamente

As análises iniciais do Instituto Geral de Perícias do RS (IGP-RS) na necropsia de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, apontam para a possibilidade de asfixia como causa da morte do homem negro, espancado em um supermercado Carrefour de Porto Alegre.

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Ele foi morto por dois seguranças brancos, na noite de quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra. Segundo o IGP, ainda existem exames laboratoriais em andamento, e os laudos definitivos devem ser concluídos nos próximos dias.

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O corpo foi levado aos Departamentos de Criminalística e Médico-legal ainda na noite de quinta, e foi liberado para os familiares na tarde de sexta.

Os dois seguranças, Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, foram presos em flagrante, e tiveram a prisão preventiva decretada na tarde de sexta. Magno é funcionário terceirizado do supermercado. Giovane é policial militar temporário, e por isso, segundo a Brigada Militar (como é chamada a Polícia Militar no RS) não poderia estar trabalhando no local.

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Os dois teriam espancado João Alberto após um desentendimento dentro do supermercado, onde a vítima fazia comprar com sua esposa, Milena.

David Leal, que assumiu a defesa de Giovane, diz que seu cliente relatou que João Alberto "estava alterado" e "deu um encontrão em uma senhora" no supermercado. Disse ainda que a vítima desferiu um soco contra Giovane, no relato do preso.

O advogado William Vacari Freitas defende Magno. "Vamos aguardar o resultado das perícias e das demais investigações", disse ao G1.

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