Em assembleia, militares rejeitam dividir reajuste salarial de 12% até 2022
Eles alegam que o sucesso do atual do governo se dá pelo trabalho dos militares e, portanto, é preciso valorização salarial para todos
Em forte coro à porta do Palácio República dos Palmares, integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas disseram não, mais uma vez, à proposta apresentada pelo Governo do Estado. Os policiais e bombeiros não abrem mão de receber já nos próximos dois anos os 12% a que eles dizem ter direito e não aceitam a divisão deste percentual até 2022. A assembleia aconteceu na tarde desta segunda-feira (7) e contou com a presença de militares da capital e de diversos municípios do interior do estado.
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Durante a assembleia, os militares rejeitaram a proposta de reajuste de 12% parcelado em 4 anos, com 5% em 2019, outros 5% em 2020, 1% em 2021 e o outro 1% em 2022. A proposta foi apresentada às associações pelo secretário de Segurança Pública de Alagoas, Lima Júnior, na última sexta-feira (4), após os militares terem rejeitado na mesa de negociação o acordo anterior oferecido pelo Estado. Para 2018, os militares teriam apenas a reposição da inflação, assim como as demais categorias de servidores públicos.
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Diante do impasse sobre os números reais e a expectativa da tropa, as associações contrataram técnicos contábeis para confrontar a versão de impossibilidade de conceder o reajuste pela "segurança fiscal". Na análise dos números, de acordo com as associações, os técnicos constatam que é possível o Estado conceder 12% de uma só vez para toda a tropa. Porém, a proposta apresentada pelas associações foi de parcelar o percentual em duas vezes, sendo 6% em 2019 e os outros 6% em 2020.
"Apesar de o governo ter melhorado um pouco a proposta ofertada aos militares, os números estão longe do que necessitamos e estamos buscando. Por isso, o acordo do governo não passou pela tropa. Sabemos que a tropa é soberana e o que eles decidirem, será o nosso próximo passo para as demais ações da mobilização", expôs J.Cláudio, presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas.


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Após terem decidido pela rejeição da proposta apresentada pelo governo, os militares ainda não definiram quais as ações que serão realizadas para pressionar o governo no sentido de conceder os 12% em, no máximo, dois anos. O aquartelamento de toda a tropa não está sendo descartado. Eles aguardam do governo o contato para que haja uma nova reunião e, com isso, a construção de um acordo entre as partes.
Em nota enviada à imprensa, o governo disse que tem procurado resolver todos os pleitos das associações militares alagoanas, respeitando as possibilidades financeiras do Estado."Além de lamentar a decisão de recusar a proposta dada pelo governo e esclarecer que a Mesa de Negociação continua sendo o canal de diálogo com os servidores públicos estaduais, a Seplag reforça que está aberta para receber e conversar com todas as partes que trabalham pelo bom andamento da máquina pública.A pasta ressalta ainda que não se nega a receber a categoria, uma vez que a Mesa de Negociação é o instrumento pelo qual o Estado se utiliza para discutir, em comum acordo, todas as tratativas que envolvam o funcionalismo público estadual".
