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Movimentos políticos indicam uma nova Europa, afirmam debatedores

Audiência ocorreu dentro do ciclo de debates "O Brasil e a Ordem Internacional: Estender Pontes ou Erguer Barreiras?"

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) promoveu, nesta segunda-feira (19), uma audiência pública para debater os novos movimentos políticos europeus. Os convidados observaram que os movimentos políticos de contestação, de direita e de esquerda, podem levar a uma nova realidade política e econômica na Europa. O colegiado é presidido pelo senador Fernando Collor de Mello (PTC/AL).

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O professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Leonardo Nelmi Trevisan disse que o populismo, o separatismo e o nacionalismo conflitam com os interesses históricos do Ocidente. Como exemplo, ele citou a unidade europeia como o ideal planejado. Ele mencionou o "Brexit", a saída da Inglaterra da zona do Euro, o que representa um "fator de disrupção bem forte".

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O professor acrescentou que partidos nacionalistas de extrema direita e de extrema esquerda estão unidos no questionamento do modelo atual de Europa. Ele ainda afirmou que conflitos diplomáticos entre a Inglaterra e a Rússia e as diferenças políticas e econômicas entre a França e a Alemanha são exemplos desse tipo de desgaste.

Leonardo Trevisan elogiou a atuação do Banco Central Europeu, que garantiu a sobrevivência do Euro mesmo com a crise econômica mundial de 2008. Ainda assim, disse o professor, a comunidade europeia hoje está dividida entre "Europa do Norte" e "Europa do Sul". De acordo com Trevisan, países como Grécia, Portugal, Espanha e partes da Itália estão distantes da realidade de países como a Alemanha ou a Suécia. Assim, a visão nacionalista começou a renascer na Europa.

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"Temos uma Europa em movimento, e não necessariamente para o lado multilateral", afirmou.


				Movimentos políticos indicam uma nova Europa, afirmam debatedores
FOTO: Agência Senado

Catalunha

Para o professor do Centro Universitário de Brasília (UniCeub) Mário Drumond Coelho, a questão de separação da região da Catalunha do restante da Espanha é uma incógnita. Ele disse não ser possível entender a lógica do separatismo. Sendo assim, é preciso olhar a realidade da Catalunha.

O professor sublinhou que o processo separatista da Catalunha tem raízes históricas, desde o século 14. Ele lembrou que uma separação tem também detalhes jurídicos - e a constituição espanhola trata seu país como "indissolúvel". Assim, na opinião de Coelho, o referendo realizado no ano passado sobre a independência catalã foi ilegal, já que a competência para esse tipo de consulta pertence ao poder central da Espanha.

"O referendo da separação violou a soberania espanhola, a unidade do território e a supremacia da constituição", afirmou Coelho.

A audiência ocorreu dentro do ciclo de debates "O Brasil e a Ordem Internacional: Estender Pontes ou Erguer Barreiras?".

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