Polícia Civil deve designar comissão para investigar chacina em Teotônio Vilela
A principal linha de investigação está ligada a crimes por tráfico de drogas
A Polícia Civil deve designar uma comissão para investigar o caso da chacina que deixou quatro pessoas da mesma família mortas na terça-feira (12), no município de Teotônio Vilela. Várias diligências já foram realizadas, mas polícia não passará maiores informações para não atrapalhar as investigações.
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A comissão será formada pelos delegados Fábio Costa, gerente de Polícia Judiciária Área 3, o delegado Lucimério Campos, da delegacia de Rio Largo e Arthur César, da delegacia de Teotônio Vilela. Eles serão os responsáveis em dar andamento na investigação que apontará a motivação da chacina, bem como os suspeitos de terem cometido o crime.
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O delegado Fábio Costa afirmou que a linha de investigação está, possivelmente, ligada a crimes que as vítimas teriam cometido no passado, já que elas possuíam uma extensa ficha criminal. A casa onde um dos crimes aconteceu, segundo ele, servia como uma boca de fumo. O delegado não descarta, porém, outras motivações para o crime.
Sobre a partcipação de policiais no crime, o delegado declarou que não há indícios com relação a essa informação. "Não há indícios de que policiais tenham participado da ação. Pode ter sido qualquer pessoa, mas os bandidos costumam utilizar o nome da polícia nesse tipo de crime. Não existe nenhuma tendência para isso, mas não vamos descartar esta hipótese.


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O delegado Fábio Costa faz um apelo a população para que denunciem através do disque denúncia, no número 181.
O caso
O crime aconteceu em duas residências da Rua 7 de Setembro, em Teotônio Vilela. Em uma das casas foram assassinados Sirlene da Silva, 48 anos; Altemir Terto da Silva, 30; Weverton Silva de Assis, 21, conhecido como "Nego Noia". Os três foram algemados e enfileirados antes de serem executados com tiros na cabeça.
Na outra residência, a filha de Sirlene, Bianca da Silva Lacerda, de 24 anos, e o marido da irmã dela, Leonildo Farias dos Santos, foram sequestrados e levados para um canavial. A jovem sofre violência sexual e foi libertada depois. O outro sequestrado teve o corpo encontrado horas depois, morto com um tiro na cabeça.
