Polícia prende 7 colombianos que movimentavam R$ 5 milhões com agiotagem em AL
Grupo recebia dinheiro da Colômbia para repassar, com juros, para comerciantes de Maceió e do interior
A intensa movimentação de motoqueiro e de pessoas com mochilhas nas costas levou a Polícia Civil de Alagoas a iniciar uma investigação sobre frequentadores de um apartamento localizado no bairro de Ponta Verde, em Maceió. Os detalhes das prisões e operação foram dados durante entrevista coletiva realizada na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP) na tarde desta quarta-feira (13).
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Durante o trabalho, que durou cerca de dois meses, foi descoberto que um grupo de colombianos era responsável por uma complexa rede de agiotagem que atuava na capital e no interior do estado. Suspeita-se que o grupo criminoso movimente cerca de R$ 5 milhões por mês apenas no estado. No último dia 5, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, resultando na prisão de sete colombianos e apreensão de dinheiro e planilha financeira durante a execução da Operação denominada U$ura
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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as autoridades foram informadas por meio do disque denúncia sobre uma constante movimentação de motoqueiros e de pessoas que entravam em um apartamento com diversas mochilas durante todo o dia. Inicialmente, a polícia suspeitou que o grupo atuava com o tráfico de drogas, mas logo depois descobriu-se que o foco do grupo era emprestar dinheiro com juros de 30% a 50%, sobretudo, a pequenos empresários e comerciantes. Os policias conseguiram reunir imagens, fotos e relatos de vítimas. Em caso do não pagamento do dinheiro, as pessoas que pegavam os empréstimos eram perseguidas e ameaçadas de morte pelos suspeitos.
O bando era liderado pelo casal José Leônidas Giraldo Osório e Janeth Campo Oliveira, esposa dele. Os dois estão em Alagoas desde 2014, quando segundo a polícia, teriam iniciado a movimentação criminosa. As diligências mostram que o dinheiro utilizado para emprestar a juros exorbitante vinha da Colômbia e, após o pagamento das vítimas, saía do Brasil por meio de uma operação financeira supostamente legal, mas que utilizava CPFs falsos. A polícia destacou que o grupo era "organizado, bem estruturado, com criminosos executando funções específicas".


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A investigação mostrou que, assim que os comerciantes pegavam o dinheiro dos agiotas, eles tinham até 20 dias para pagar o valor com a aplicação dos juros estipulados pelo grupo criminoso.
Além de José Leônidas e Janeth, também foram presos os suspeitos Luís Alberto Vasco Giraldo, Julian Andres Zambranco Campo, Edwin Alfonso Medina Altamar, Sandra Del Pilar Dominguez Sanchez, e Vladimir Hurtado Orejuela. A polícia ressaltou que chegou até a eles após farta investigação e conseguiu montar um robusto conjunto probatório que mostra a participação de cada um na estrutura criminosa que foi abalada.
Terror no bairro de Pescaria
Durante entrevista coletiva nesta terça-feira, polícia divulgou a prisão de sete integrantes de uma quadrilha responsável por tráfico de drogas, homicídios, roubo e furto durante a execução da Operação Costa Dourada. A prisão e apreensão ocorreram no dia 9 deste mês após três meses de investigação policial. Os crimes estavam sendo registrados no bairro de Pescaria, região norte de Maceió.
Os suspeitos presos foram identificados como Walter Souza dos Santos, Cassica Andreza dos Santos Silva, Leandro Douglas Moura dos Santos, Ervan Perreira dos Santos, Robson Afonso da Silva e Anderson Santana da Costa. Os crimes foram registrados no bairro de Pescaria e região. Eles seriam integrantes de facções criminosas, com registro de brigas entre eles por disputa de espaço.
