Velódromo é interditado pela Defesa Civil, que culpa queda de balão no Rio
Incêndio na madrugada de domingo (30) atingiu a cobertura do equipamento olímpico. Fogo foi controlado e bombeiros deixaram local por volta de 8h.
O Velódromo do Parque Olímpico, na Zona Oeste do Rio, foi interditado pela Defesa Civil do município neste domingo (30) após um incêndio. A causa será definida em laudo da Polícia Civil, mas, em nota, a pasta disse que "um balão caiu na lona que cobria a área e acabou incendiando essa cobertura".
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Antes, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB), também havia responsabilizado a prática pelo acidente. O fogo foi extinto por volta de 2h30, mas o trabalho dos bombeiros - que começou por volta de 0h30 - só acabou perto das 8h. O local amanheceu com as marcas do incêndio no teto e o G1 flagrou um balão na entrada do Velódromo.
Leia também
A Defesa Civil, subordinada à Secretaria de Ordem Pública (Seop) do município, informou que parte do Velódromo foi isolada e que a "região comprometida pelo fogo permanecerá parcialmente interditada até que sejam realizados serviços de recuperação".
Não houve vítimas, mas a extensão dos danos materiais e a causa das chamas só poderão ser informados pela perícia, segundo os Bombeiros. Pelas imagens, é possível ver que parte da cobertura foi consumida pelo fogo.


Turista é preso em Maceió após ser acusado de agredir e tentar jogar namorada pela janela de hotel

Porto de Pedras conquista duas Bandeiras Azuis para praias da Laje e do Patacho

Vacina Pneumo 20 já está disponível para idosos com 85 anos ou mais no SUS

Circuito Penedo abre inscrições para monitores da UFAL até 12 de outubro
Picciani divulgou dois vídeos e uma foto de balões caindo no Parque Olímpico na madrugada, um deles às 3h25. "Absurdo! Além do balão que queimou o Velódromo, vários outros caíram no Parque Olímpico", escreveu o ministro ao divulgar a foto.
'Muita tristeza', diz aposentado
O aposentado Alfredo Silva chegou ao Parque Olímpico para passear neste domingo já sabendo do incêndio. Para ele, o que aconteceu foi uma grande tristeza.
"Muita tristeza porque é uma coisa tão bonita. Um balão, uma bobagem. O estado já está sem dinheiro, como vai consertar isso? É um símbolo. O velódromo foi uma coisa que custou um dinheirão pra ser feito", disse Alfredo.

Nota do Ministério do Esporte
"O Ministério do Esporte lamenta profundamente o incidente ocorrido nesta madrugada na Velódromo do Parque da Barra e, ao mesmo tempo, critica essa prática criminosa de soltar balão. O Velódromo, legado dos Jogos Olímpicos brasileiro, vinha sendo utilizado por atletas e pela comunidade do Rio de janeiro."
"Aguardamos e confiamos na apuração e punição dos envolvidos por destruirem mais do que um bem público, um equipamento comum a todos. Após a perícia dos Bombeiros, avaliaremos os danos e medidas a serem adotadas para recuperação desse importante bem nacional."
A Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo) também lamentou o episódio ocorrido nesta madrugada. Em nota, eles repudiaram a prática de soltar balões.
"A prática de soltar balões é crime ambiental e, por isso, a autarquia repudia tal iniciativa. A expectativa é de que, após perícia, os envolvidos sejam devidamente penalizados por destruir o patrimônio público. Destacamos, ainda, que tomaremos todas as medidas necessárias para que o velódromo seja rapidamente recuperado e volte ao seu pleno funcionamento", diz a nota.
Inaugurado com atraso e gasto mensal milionário
O Velódromo foi inaugurado com seis meses de atraso, em 26 de junho do ano passado, e recebeu as competições do ciclismo de pista durante os Jogos Olímpicos do Rio. Foi a última instalação da Rio 2016 a ser entregue, ao custo de R$ 143 milhões, e a única a não receber um evento-teste antes dos Jogos.
De acordo com o Ministério do Esporte, desde o fim da Olimpíada, há quase um ano, o Velódromo foi reaberto e serviu e para competições e treinamentos. O evento Rio Bike Fest durou três dias e abrigou o Campeonato Estadual de Ciclismo de Pista, apresentações de manobras radicais e um passeio ciclístico pela área da Barra da Tijuca.
O Velódromo custa R$ 11 milhões por ano aos contribuintes em manutenção, limpeza e contas de energia e água, segundo o Ministério do Esporte. Só o ar-condicionado do local custará R$ 3,5 milhões de energia elétrica neste ano e não pode ser desligado, devido ao piso especial.
