Julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE começa pela leitura do relatório
Ministro Herman Benjamin recomendou arquivar uma das quatro ações do processo que tinha acusações repetidas
O ministro Herman Benjamin, relator das ações que podem levar à cassação do mandato do presidente Michel Temer, iniciou o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (6) com a leitura do relatório do processo, que resume as acusações, provas e tramitação de mais de dois anos de investigações.
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A previsão inicial era que o julgamento se iniciasse pelas chamadas "preliminares", questionamentos dos advogados em relação à regularidade do processo.
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A primeira decisão da sessão desta terça, referendada pelos demais ministros, foi arquivar uma das quatro ações que integram o processo, por conter acusações repetidas nas demais.
Com a leitura do relatório, ficará para depois a decisão da Corte sobre as preliminares. Essa fase deverá ficar para depois das manifestações dos advogados.


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As defesas de Dilma e Temer apresentaram dez preliminares. As mais importantes buscam eliminar as provas entregues nas delações da Odebrecht e do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Outra pede a perda do objeto do processo, após o impeachment de Dilma no ano passado.
A ação arquivada pelos ministros tratava de envio irregular de propaganda pelos Correios, participação de ministros e uso de bens públicos na campanha.
Como as acusações já estavam espalhadas nas outras três ações, Benjamin considerou que poderia arquivar essa ação para ganhar tempo, no que foi acompanhados pelos outros seis integrantes do TSE.
O relatório completo do processo tem mais de 8,5 mil páginas, mas Benjamin levou ao plenário uma versão mais enxuta.
