Vítimas de imigrantes ilegais receberão assistência especial nos EUA
Departamento de Segurança Nacional diz que novo serviço não é para denunciar imigrantes ilegais, nem para ser utilizado contra imigrantes
As vítimas americanas de crimes cometidos por imigrantes ilegais receberão serviços de apoio específicos, anunciou o governo de Trump nesta quarta-feira (26).
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De acordo com a ordem do presidente americano, Donald Trump, o departamento de Segurança Nacional lançou o escritório Victims of Immigration Crime Engagement (VOICE) para dar mais apoio aos indivíduos e as famílias vítimas de crimes cometidos por imigrantes clandestinos que vivem nos Estados Unidos.
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O VOICE prestará assistência às vítimas em função do status do suposto perpetrador do crime, que pode ser incerto já que a justiça e as autoridades de imigração com frequência processam os casos de forma diferente de como analisam os casos de crimes cometidos por cidadãos legais.
O escritório também oferecerá informação sobre como obter serviços legais e outros tipos de serviços.


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"Estamos dando, pela primeira vez, uma voz às pessoas que são vítimas de estrangeiros ilegais", anunciou o secretário de Segurança Nacional, John Kelly.
"Qualquer crime é terrível, mas essas vítimas representadas aqui são únicas. Com frequência são ignoradas. São vítimas de crimes que nunca deveriam ter ocorrido, porque as pessoas que os vitimizaram nunca deveriam ter estado no nosso país", acrescentou.
Trump destacou repetidamente o tema dos crimes cometidos por imigrantes ilegais para justificar seu chamado a construir um muro de 3.200 km na fronteira com o México e a expulsão de grande parte das 11,3 milhões de pessoas que, segundo as estimativas, vivem ilegalmente no país.
Funcionários do departamento de Segurança Nacionala indicaram que o novo serviço não é para denunciar imigrantes ilegais ou crimes, nem para ser utilizado contra os imigrantes que residem ilegalmente no país que não são criminosos.
"Não estamos dizendo que cada um que está aqui de forma ilegal seja um criminoso", apontou o porta-voz de Segurança Interna, David Lapan.
