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Réu na Taturana, Cícero Ferro classifica acusação de desvio uma 'grande piada'

Testemunhas e acusados no processo estão sendo ouvidas pelo Poder Judiciário

O ex-deputado estadual Cícero Ferro classificou como 'uma grande piada' a acusação que recai sobre a direção passada da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) de desvio de R$ 302 milhões, fato que originou a Operação Taturana. Figurado como réu neste processo, ele e mais 22 pessoas, sendo testemunhas do processo e acusados, foram convocadas para prestar esclarecimentos ao Poder Judiciário na manhã desta terça-feira (30).

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Ferro era segundo secretário da Mesa Diretora na época que o Ministério Público identificou os possíveis desvios de recursos do Poder Legislativo e nega as irregularidades apontadas na ação. Segundo ele, a investigação deve ser concluída o mais rápido possível para que os fatos sejam esclarecidos.

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"Dizem que a Assembleia Legislativa desviou R$ 300 milhões em quatro anos. O duodécimo da Assembleia era R$ 7 milhões por mês e se somar os quatro anos daria R$ 334 milhões. Como é que a Assembleia pagava as despesas, nunca atrasando e ainda desviava? Isso é uma grande piada. Nunca existiu isso", disparou.

De acordo com o ex-parlamentar, o Banco Rural nunca pagou um cheque dado pela ALE. "Os deputados fizeram um convênio com o banco para que pudesse tirar um empréstimo. Eu fiz empréstimo e dava o cheque como garantia. O deputado prestava conta da sua verba de gabinete e o dinheiro fazia o que queria quando estivesse na conta. Nunca foi descontado um cheque para pagar empréstimo do deputado. Eu garanto", desafia.

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Ele ainda pede para que o MPE apresente o extrato do Banco Rural que contém os cheques que foram descontados. "Não existe nenhum cheque. O Banco Rural nunca pagou cheque de deputado", completa. Quanto mais rápido se apurar melhor. É a grande piada do Estado de Alagoas", acredita Cícero Ferro.

Testemunhas


				Réu na Taturana, Cícero Ferro classifica acusação de desvio uma 'grande piada'
FOTO: Larissa Bastos

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, era uma das testemunhas arroladas para prestar depoimento nesta manhã. Em entrevista à imprensa, ele disse que iria contribuir com o Ministério Público e o Poder Judiciário, mas que tinha que primeiro ouvir quais eram os questionamentos para saber se tem conhecimento ou não da época em que era deputado estadual.

"Vou ouvir os questionamentos para aí dizer se tenho conhecimento ou não de determinado procedimento que acontecia no âmbito da Assembleia Legislativa, mas no que puder contribuir vou contribuir como já fiz na oportunidade do inquérito, em que estive prestando depoimento na Polícia Federal e auxiliando na instauração do inquérito. O que puder fazer para auxiliar vou fazer, pois acho que é emblemático esse processo para a sociedade alagoana", avalia Rui Palmeira.

Ele disse que, felizmente, o Poder Judiciário está esta agindo. "Depois de dez anos, é verdade, mas as punições começaram a acontecer, inclusive em segunda instância, o que é importante para desestimular essa reiterada prática. Fui um dos poucos deputados que fiquei contra aquela Mesa Diretora de então e acho que tenho informações que podem contribuir agora", comenta.

"Teremos o depoimento dos acusados e é a oportunidade que o processo oferece para que eles compareçam para prestar esclarecimentos. A intenção do Judiciário é concluirmos os atos de instrução hoje e espero fazermos isso", explicou o promotor José Carlos Castro.

Foram convocadas 16 testemunhas para esta terça-feira, sendo sete arroladas pelo MPE e nove de defesa, além de seis réus. Os então deputados convocados são Antônio Albuquerque, Cícero Ferro, Nelito Gomes de Barros, Edval Gaia, Maurício Tavares e Cícero Amélio.

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