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Novas versões do vírus bancário Zeus chegam ao Brasil, alerta IBM

Código fonte do ladrão de senhas caiu na web em 2011, possibilitando o surgimento de uma série de versões melhoradas e adaptadas

Especialistas do time de segurança X-Force da IBM detectaram a atividade de duas versões novas da praga Zeus no Brasil. Batizadas de "Panda" e "Sphinx", as pragas monitoram a atividade do computador para roubar senhas, criar janelas falsas e, no caso do Sphinx, alterar boletos visualizados na máquina.

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Diferente de muitas das pragas digitais que circulam no Brasil para atacar instituições financeiras, o Zeus não é uma praga "brasileira". O vírus era comercializado por criminosos e foi muito utilizado para atacar bancos europeus, mas o código fonte do ladrão de senhas caiu na web em 2011, possibilitando o surgimento de uma série de versões melhoradas e adaptadas, inclusive para uso no Brasil.

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Segundo os especialistas do X-Force, as novas versões do Zeus também são comercializadas no submundo da internet. Os criadores a oferecem como "serviço" ou "aluguel" para golpistas interessados em utilizá-la para realizar as fraudes.

Para chegar até as vítimas, as pragas são disseminadas por meio de kits de ataque na web, além de mensagens de e-mail falsas e arquivos do Word contendo macros. Para se proteger, é preciso manter os programas instalados atualizados, tomar cuidado ao abrir links em e-mail e não autorizar a execução de macros ao abrir documentos do Word.

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Panda mira 10 bancos e tem tela falsa para burlar token

A versão "Panda" foi detectada no Brasil pela primeira vez em julho. Apesar da operação mundial do Zeus, há indícios, segundo a IBM, de que essa versão da praga esteja em uso por uma gangue profissional e "ao menos parcialmente" localizada no Brasil. Ao menos 10 instituições financeiras do brasil e "diversas plataformas de pagamento" são comprometidas pelo vírus.

A praga também tem um mecanismo para permitir ataques contra tokens ou geradores de senha. O vírus trava a tela da vítima e solicita a senha no exato instante em que o criminoso está realizando a fraude. Quando o usuário digita a senha do token, atendendo a uma solicitação do próprio vírus, a senha é na verdade usada pelo criminoso para concluir uma transferência fraudulenta.

Sphinx realiza golpe do boleto
A versão Sphinx ataca apenas três bancos brasileiros e um colombiano. A diferença, porém, é que o Sphinx realiza o "golpe do boleto", em que o código da linha digitada e o código de barra são alterados em tempo real quando um boleto é visualizado em um computador infectado pelo vírus.

Ao realizar o pagamento, o dinheiro cai somente na conta dos bandidos. O único trabalho dos golpistas, depois disso, é sacar o que foi roubado.

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