Críticas à Segurança Pública marcam sepultamento de policial assassinado
Para colegas de trabalho, índices de homicídios já ultrapassaram os limites aceitáveis
Familiares, amigos e colegas de trabalho do agente da Polícia Civil José Clério Vieira, morto a tiros na noite dessa quinta-feira (22), durante um assalto a ônibus no Conjunto Village Campestre, na parte alta de Maceió, elevaram o tom das críticas ao atual modelo de Segurança Pública de Alagoas (SSP). Para eles, a morte do agente policial mostra que a violência ultrapassou os limites aceitáveis. Na tarde desta sexta-feira (27), José Clério Vieira foi velado e sepultado.
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Para o policial civil Lopes Júnior, toda a categoria da segurança pública de Alagoas está em clima de impotência e de tristeza, visto que o Clério era tido por todos como uma pessoa "muito boa". Na visão de Lopes Júnior, a morte do colega de trabalho ressalta o sentimento de que o crime de homicídio está incontrolável.
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"O sentimento de impotência é maior quando atinge alguém que trabalha para garantir a segurança da sociedade. Infelizmente, um companheiro de trabalho morreu tentando fazer o correto. A situação do homicídio está incontrolável no estado. Essa é a nossa triste realidade", expressou o policial Lopes Júnior.
Segundo familiares, a vítima morreu dois dias depois de a filha completar 11 anos. Em entrevista à Gazetaweb durante o velório, colegas de trabalho narraram que dados iniciais da Perícia Oficial apontam que a vítima foi morta à queima roupa, já que foi possível ver vestígios de pólvora em um ponto de entrada no corpo do policial.


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O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Josimar Melo, também fez críticas à segurança Pública e disse que o governo do estado tem abandonado os trabalhadores do setor.
"O Clério, mesmo sendo policial, não tinha segurança, pois vivia em uma área de risco. Ele foi morto por ter sido reconhecido como policial. Este governo não liga para a segurança pública. Vivemos um clima de insegurança que nem os policiais estão seguros. Quantos policiais morreram desempenhando sua função nos últimos anos? E além da dor, muitas famílias passam por dificuldade porque a pensão é negada", ressaltou.



