Eleição na Câmara terá 2º turno entre Rodrigo Maia e Rogério Rosso
Deputados do DEM e do PSD receberam 120 e 106 votos, respectivamente. Maia tem apoio de PSDB, DEM, PPS e PSB; Rosso representa o 'Centrão'.
A eleição para presidente da Câmara será decidida em segundo turno entre os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Dentre os 13 candidatos, Maia e Rosso foram os mais votados. Maia recebeu 120 votos e Rosso, 106. A votação em primeiro turno durou 30 minutos.
Leia também
Veja quantos votos obteve cada um dos candidatos:
- Rodrigo Maia (DEM-RJ): 120


Motorista de aplicativo é preso por tentar estuprar jovem

Polícia descarta ação de serial killer em São Paulo

Menino reza durante assalto à adega da família em São Paulo

Polícia investiga morte de jovem na Serraria em Maceió
- Rogério Rosso (PSD-DF): 106
- Marcelo Castro (PMDB-PI): 70
- Giacobo (PR-PR): 59
- Esperidião Amin (PP-SC): 36
- Luiza Erundina (PSOL-SP): 22
- Fábio Ramalho (PMDB-MG): 18
- Orlando Silva (PCdoB-SP): 16
- Carlos Gaguim (PTN-TO): 13
- Cristiane Brasil (PTB-RJ): 13
- Carlos Manato (SD-ES): 10
- Miro Teixeira (Rede-RJ): 6
- Evair Vieira de Melo (PV-ES): 5
O eleito vai suceder o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao cargo de presidente na semana passada.
Antes de se iniciar a etapa de discursos, havia 14 candidaturas oficializadas, mas, no plenário, o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP) declarou apoio a Rosso e teve seu nome retirado da urna eletrônica.
Rosso acompanhou parte da apuração dos votos do comitê de imprensa da Câmara, onde ficam os jornalistas. Ele se disse ansioso com a expectativa do resultado. "Estou com frio na barriga e muita fome", afirmou, pouco antes de ser anunciado o placar.
Rodrigo Maia acompanhou do plenário e foi cumprimentado por deputados do PSDB, DEM, PPS e SD, partidos da antiga oposição que garantiram os votos necessários para que ele pudesse chegar ao segundo turno.
Discursos
Rosso e Rodrigo Maia, assim como os demais candidatos, tiveram dez minutos para discursar antes de a votação ter início.
Apontado como candidato favorito do Palácio do Planalto, Rosso defendeu a harmonia entre os poderes, mas destacou a importância de aprovar matérias relevantes para o governo. "É obrigação garantir a estabilidade do governo", disse.
Aliado de Eduardo Cunha, o deputado do PSD presidiu a comissão especial do impeachment na Câmara e, no seu discurso, defendeu a legalidade do processo que afastou Dilma Roussef do cargo.
"Cumprir a Constituição não é golpe", afirmou, acrescentando que "qualquer um que venha a assumir a cadeira tem a obrigação institucional de colocar para votar as matérias de interesse do país, sejam do Legislativo ou do Executivo".
Rodrigo Maia
Rodrigo Maia buscou o apoio de diferentes partidos, inclusive da atual oposição, para se lançar oficialmente como candidato.
Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), integra um bloco informal dos chamados governistas independentes. Além do DEM, fazem parte do grupo PSDB, PSB e PPS.
No início da gestão Temer, Rodrigo Maia foi cogitado para a liderança do governo na Câmara, mas acabou preterido em favor do líder do PSC, André Moura (SE). Integrante da "tropa de choque" de Eduardo Cunha, o deputado sergipano foi um imposição do "Centrão".
Rogério Rosso
Líder do PSD na Câmara, Rosso é aliado próximo do ex-presidente Eduardo Cunha e um dos nomes mais influentes do chamado "Centrão", bloco que reúne os partidos de centro-direita. Ele presidiu a Comissão Especial do Impeachment que analisou o afastamento de Dilma Rousseff e está no primeiro mandato como deputado federal.
A postura de Rosso no comando da comissão do impeachment chamou a atenção do governo Temer. O líder do PSD é o deputado que tem a maior simpatia dos integrantes do Planalto, ainda que, oficialmente, o governo esteja evitando demonstrar preferência por qualquer um dos candidatos para evitar um racha na base aliada.
Outro ponto a favor de Rosso, na visão do governo, é o fato de que ele ele tem "bom trânsito" entre as principais lideranças da Câmara e tem "baixo índice de rejeição", além de não ter a imagem ligada "aos velhos caciques" do Congresso Nacional.
