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Estado investiga 26 mortes provocadas pelo Aedes aegypti em Alagoas em 2016

Somente este ano, mais de 23 mil pessoas apresentaram algum sintoma de dengue, zika e chikungunya no estado

A Região Nordeste assiste a um crescimento preocupante do número de pessoas acometidas pelas doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, chikungunya e zika. Em Alagoas não é diferente e os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) referentes a 2016 já apontam que, entre os meses de janeiro e junho, 26 casos suspeitos de mortes provocadas por essas doenças estão sendo investigados. Somente no primeiro semestre deste ano, 23,2 mil pessoas teriam apresentado algum sintoma relacionado às doenças provocadas pelo Aedes aegypti.

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Os números da Sesau mostram que há suspeita de que 19 pessoas tenham morrido no estado vítimas da dengue. O quadro também detalha que há outros seis casos de mortes investigados por suspeita de chikungunya e um que pode ter sido provocado pelo zika vírus.

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O sinal de alerta fica ainda mais latente quando se observa que, no mesmo período de 2015, 22 casos suspeitos de óbitos provocados por doenças relacionadas ao Aedes aegypti foram notificados pela Sesau, quatro morte a menos que as deste ano.

O Nordeste é a região do Brasil que mais sofre com o vetor, segundo o Ministério da Saúde. Em entrevista recente àGazetaweb, a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, afirmou que Alagoas vive uma endemia de dengue, zika e chikungunya.

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Para Wyszomirska, o problema - sobretudo a dengue - pode ser considerado crônico, já que o mosquito transmissor das doenças está no Brasil há mais de 30 anos e ainda não foi erradicado. "Existe uma diferença entre epidemia e endemia. A primeira é quando há um surto e ele passa. Já a endemia é quando o problema se perpetua por muitos anos, que é hoje o caso das doenças relacionadas ao Aedes", explicou a secretária.

A secretária alerta que a população deve estar atenta e cuidar dos locais que podem ser utilizados pelo mosquito como depósito dos ovos. "Até uma casca de ovo que as pessoas joguem no quintal pode ser um local para o Aedes se reproduzir. Os reservatórios onde a população guarda água precisam ser limpos constantemente", conta.

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