Grécia tem greve geral contra reforma das aposentadorias
Governo pretende reduzir máximo das aposentadorias para 2,3 mil euros. Objetivo é economizar 1% do PIB por ano
A Grécia estava nesta quinta-feira (4) em greve geral, a terceira desde que o primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras chegou ao poder, há um ano, contra a reforma das aposentadorias exigida pelos credores internacionais. Como consequência da greve, trens, balsas e muitos voos internacionais internos estavam paralisados.
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Os hospitais se limitavam a atender as situações de emergência, os postos de combustível estavam fechados e os táxis, muito abundantes em Atenas, eram invisíveis. A greve envolve todos os âmbitos, dos advogados aos agricultores, que nos últimos dias bloquearam várias estradas com suas caravanas de tratores.
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Todos eles protestam contra uma reforma que, entre outras coisas, reduzirá o máximo das aposentadorias de 2.700 a 2.300 euros, e criará uma aposentadoria de base garantida de 384 de euros mensais. O governo também quer fundir os diferentes fundos de aposentadoria e aumentar as contribuições patronais e dos empregados.
Quase todos os setores de assalariados criticaram o plano, com o qual o governo espera economizar 1,8 bilhão de euros por ano, ou seja, 1% do PIB. A reforma é parte das exigências dos credores do país (UE, FMI e BCE) em troca de um terceiro plano de resgate de 86 bilhões de euros, acordado em julho passado.


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O primeiro-ministro, eleito com um programa de esquerda radical, está decidido a fazer esta reforma avançar o quanto antes para satisfazer os credores e abrir as ansiadas negociações sobre a redução da dívida pública, próxima a 200% do PIB.
O projeto de lei deve ser votado neste mês no Parlamento, onde a coalizão de Tsipras dispõe de uma curta maioria de 153 deputados sobre um total de 300.

