Escola de Maceió submete alunas cegas a fazer provas sem Braile
Estudantes fizeram avaliação que continha desenhos e mapas sem ajuda de monitores
Duas alunas cegas do 6° ano do Centro Educacional Paulo Freire, na Rua do Sol, no Centro de Maceió, foram ao Ministério Público Estadual (MPE) nesta quarta-feira (20) para denunciar a direção da escola que as obrigou a fazer provas de matemática com desenhos, mapas e textos sem braile ou alto relevo.
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Miriam Peixoto e Maria Rosa Marques relataram que a diretora do Centro Educacional de Jovens e Adultos Paulo Freire (Ceja), também proibiu a monitora de ajudar as duas no momento da avaliação. "As escolas precisam ter um espaço com recursos para atender os deficientes, mas lá não tem nenhum. Na prova que fizemos fui obrigada a desenhar uma rua paralela, mas não tenho visão pra isso", explicou Miriam.
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As estudantes também denunciaram o descaso. "A direção nos ignora completamente, na escola há quatro cegos e constantemente a diretora começa a conversar conosco e nos vira as costas", relatou uma das alunas, que informou que a escola foi procurada pela Associação dos Cegos de Alagoas, mas a diretoria alegou que não tinha obrigações com as duas.
AGazetaweb esteve na escola e conversou com a diretora Marta Simone, que negou qualquer falta de apoio às alunas. Ela disse que deve se reunir nesta quinta-feira (21) com representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para tratar sobre o assunto. Sobre a Sala de Recursos, ela afirmou que a escola dispõe, mas que os alunos devem ter acesso apenas no horário em que não estiverem em aula.


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"A sala está disponível, mas eles só podem ter acesso no horário diferente ao que estão estudando. Vou me reunir amanhã com a secretaria para discutir o assunto. Estamos em processo de adaptação para receber alunos deficientes", explicou.
A reportagem entrou em contato com a secretaria e aguarda um posicionamento da pasta a respeito do problema.

