Mais de 1,7 tonelada de lixo já foi retirada das praias de Maceió em 2026
Plástico domina resíduos recolhidos e ameaça ecossistemas marinhos em todo o litoral de Alagoas

15/02/2026 às 11:21 • Atualizada em 03/03/2026 às 11:21 - há XX semanas
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Um simples passeio pela areia é suficiente para revelar o problema. Tampas, canudos, embalagens e sacolas descartadas por banhistas acabam “esquecidas” na praia e seguem para o mar, onde provocam impactos severos à vida marinha.
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O cenário não é isolado. O Brasil despeja mais de 1,3 milhão de toneladas de plástico nos oceanos todos os anos. Em Maceió, segundo dados da Superintendência Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Sudes), 9,4 toneladas de resíduos foram recolhidas das praias apenas em 2025. Em 2026, até 18 de fevereiro, o volume já ultrapassava 1,7 tonelada.
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O plástico é o principal agente da poluição marinha. Estimativas indicam que, a cada minuto, o equivalente a um caminhão de lixo plástico entra nos oceanos. Pesquisas realizadas ao longo do litoral alagoano confirmaram a presença desse material em todas as praias avaliadas, com predominância de itens de uso único, como sacolas, copos e embalagens.
O pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e coordenador do ECOA Lab, Universidade Federal de Alagoas, professor doutor Robson Santos, alerta que as bitucas de cigarro também figuram entre os resíduos mais frequentes, especialmente nas áreas urbanas como Jatiúca e Ponta Verde.


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Segundo ele, o filtro do cigarro é feito majoritariamente de acetato de celulose, um tipo de plástico não biodegradável e carregado de substâncias tóxicas.
Além de poluir, o material é ingerido por animais marinhos. Estudos mostram que mais de 1.500 espécies já consumiram plástico, o que pode causar morte imediata ou danos crônicos à saúde.
Para o pesquisador, o enfrentamento do problema exige mudanças estruturais, com redução da produção e do uso indiscriminado do plástico, além do fortalecimento de políticas públicas voltadas à economia circular.