Menino de 3 anos é resgatado após denúncia de agressões; mãe e padrasto são presos em Maceió
Criança apresentava ferimentos pelo corpo, dificuldade para caminhar e sinais de violência. Justiça converteu a prisão do casal em preventiva

GazetaWeb.com
06/06/2026 às 18:17 • Atualizada em 06/06/2026 às 18:55 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google
Um menino de apenas 3 anos foi resgatado após vizinhos denunciarem uma série de agressões que ele estaria sofrendo dentro de casa, no bairro da Santa Lúcia, em Maceió. A criança apresentava hematomas, ferimentos em várias partes do corpo e dificuldade para caminhar. A mãe e o padrasto foram presos e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça neste sábado (6).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O caso veio à tona depois que moradores da região acionaram a Polícia Militar. Segundo os relatos, os gritos e o sofrimento da criança já preocupavam a vizinhança havia algum tempo.
Leia também
Quando chegaram ao local, os policiais encontraram indícios de violência e encaminharam o menino para atendimento médico. De acordo com os registros da ocorrência, ele sentia dores, mancava e apresentava diversas marcas pelo corpo.
Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Santa Lúcia, exames constataram lesões consideradas graves, incluindo hematomas, trauma nasal, ferimentos na boca e uma marca de mordida no tórax. O menino também foi submetido a exames no Instituto Médico Legal (IML), que confirmaram as agressões físicas. A possibilidade de violência sexual chegou a ser investigada, mas foi descartada pelos laudos.


Número de eleitores trans dispara em Alagoas; veja os dados.

Aliados tentam encontro “casual” de JHC, Luciano, Arthur e Alfredo no interior

Ação de Renan e reação de JHC revelam estratégias opostas na corrida eleitoral

Gunnar Nunes nega possibilidade de compor chapa com Renan Filho ao governo
Conforme informações reunidas pelas autoridades, a criança teria sido submetida a castigos físicos recorrentes. Entre os relatos colhidos durante a ocorrência estão agressões com chinelo e cabo de carregador, além da prática de obrigar o menino a permanecer de joelhos por longos períodos.
O Conselho Tutelar, que acompanhou o caso desde os primeiros atendimentos, registrou que a criança apresentava diversas lesões visíveis pelo corpo e um hematoma na região do rosto.
Moradores ouvidos pelos órgãos de proteção afirmaram que já não suportavam presenciar o sofrimento do menino. Segundo eles, as agressões seriam praticadas tanto pela mãe quanto pelo padrasto.
Após tomar conhecimento da situação, o pai biológico do menino, que mora em Flexeiras, foi localizado e se deslocou até Maceió para acompanhar o caso.
Abalado com o estado em que encontrou o filho, ele se colocou à disposição para assumir imediatamente os cuidados da criança. Com o apoio do Conselho Tutelar e após os procedimentos legais, o menino foi entregue ao pai.
O Conselho Tutelar de Flexeiras foi acionado para acompanhar a situação, enquanto o Ministério Público solicitou medidas de proteção em favor da vítima, incluindo o afastamento da mãe.
Segundo a Polícia Militar, a mãe e o padrasto alegaram que aplicavam castigos em razão de supostos comportamentos de desobediência da criança.
A justificativa, porém, não impediu a prisão do casal. Diante da gravidade dos fatos e das lesões constatadas, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante dos dois em prisão preventiva.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
