Mãe e filha morrem de complicações de chikungunya com 34 dias de diferença em Alagoas
Rubenita, de 60 anos, e Crisleine, de 34, tiveram complicações da doença em São Miguel dos Campos; mortes são as primeiras confirmadas no estado

Keila Vitória e Karla Vilela
07/07/2026 às 18:45 • Atualizada em 07/07/2026 às 22:49 - há XX semanas
Siga a GazetaWeb no Google
Mãe e filha morreram vítimas de complicações da chikungunya com apenas 34 dias de diferença em São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas. O caso foi divulgado nesta terça-feira (7), e as mortes foram confirmadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) como os primeiros óbitos provocados pela doença no estado.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, morreu no dia 30 de maio, após o agravamento do quadro de saúde. Trinta e quatro dias depois, a filha dela, Crisleine Lins dos Santos, de 34 anos, também morreu em decorrência de complicações associadas à chikungunya.
Leia também
Crisleine foi internada no dia 23 de junho no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto, em Maceió, com quadro grave da doença. Segundo informações, ela apresentou hipotensão (pressão arterial baixa), infecção bacteriana, falência múltipla de órgãos e infecção por chikungunya.
A paciente morreu no último sábado (4).


Do sonho à frustração - 06/07/2026

CSA intensifica preparação para duelo decisivo na Série D - 02/07/2026

Pré-candidato ao governo de AL, Renan Filho defende alianças: 'não se faz política só'

Servidores cobram da PF apuração sobre perdas de recurso do Iprev Maceió
Crisleine era servidora pública de São Miguel dos Campos. Familiares relataram que ela era uma pessoa alegre, dedicada e que não tinha problemas de saúde conhecidos.
Alagoas já registrou 467 casos prováveis de chikungunya
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, as mortes de Rubenita e Crisleine são os primeiros óbitos confirmados por chikungunya em Alagoas em 2026. O estado já contabiliza 467 casos prováveis da doença.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya também faz parte do grupo de doenças que inclui dengue e zika. As autoridades reforçam que o combate ao mosquito deve ocorrer durante todo o ano.
A principal forma de prevenção é eliminar locais que possam acumular água parada, como pneus, garrafas, caixas, recipientes e outros objetos expostos.
Município afirma que mantém ações contra o mosquito
O secretário de Saúde de São Miguel dos Campos, Ademir Vieira, afirmou que o município mantém ações permanentes de combate ao Aedes aegypti, com visitas domiciliares, aplicação de larvicidas e recolhimento de materiais que podem acumular água.
“O combate continua na cidade de São Miguel dos Campos. Nossas equipes estão ativas, casa a casa, rua a rua, visitando e colocando larvicida”, afirmou.
Segundo o secretário, as equipes também atuam em parceria com a limpeza urbana para retirar possíveis criadouros do mosquito.
“É a única forma que nós temos de combater esse mal: é jogando fora tudo que possa vir a acumular água em nossa casa”, disse.
Família cobra reforço nas ações de prevenção
O primo de Crisleine, Ediberto Júnior, afirmou que a família ficou revoltada com a situação e questionou as medidas de combate ao mosquito no município.
“Falar palavras bonitas nas redes sociais é fácil. Difícil é viver o que eu e minha família temos vivido nesses últimos 40 dias”, declarou.
Segundo ele, a família avalia deixar o bairro onde mora por medo de enfrentar novamente uma situação semelhante.
O caso acende um alerta para a importância da prevenção contra o mosquito Aedes aegypti e para a necessidade de procurar atendimento médico diante de sintomas que indiquem agravamento da doença.
