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'Caçador de mitos' estará na Campus Party; G1 lista 'lendas' da tecnologia

Convidado para evento em SP, Imahara é especialista em montar robôs. Ele trabalhou no programa 'Caçadores de Mito' e nos filmes 'Star Wars'

O mundo da tecnologia tem muitos mitos. Como a Campus Party 2016 vai receber um especialista em desvendar lendas urbanas com a força da ciência, o G1 resolveu conferir se algumas das histórias em torno de aplicações e dispositivos (espalhadas na velocidade da internet) são de fato verdadeiras.

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O especialista em provar que crenças consolidadas não são lá tão sólidas assim é Grant Imahara. Ele é um engenheiro eletricista especializado em eletrônica e em controle de rádio que trabalhou no programa de TV "Caçadores de Mito" ("Mythbusters"), da Discovery.

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FOTO: Arquivo pessoa/Grant Imahara

Responsável pelos robôs, Imahara era o geek da equipe de construção do programa, que chega a sua temporada final em 2016. Após atuar durante dez anos, ele saiu em 2014.

Antes de ser um "caçador de mito", o engenheiro trabalhou na empresa de efeitos especiais Industrial Light and Magic, da Lucasfilm. Lá deu vida a R2-D2 nos filmes da segunda trilogia de "Star Wars". Esteve envolvido na magia por trás de "O Mundo Perdido: Jurassic Park", "O exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas" e "Matrix".

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Vamos aos mitos:

1) Smartphones causam câncer no cérebro

Muitos estudos tentam ligar as ondas emitidas por smartphone ao surgimento de câncer, mas nenhum deles teve êxito. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS), conduziu uma pesquisa infrutífera em 2010. No ano seguinte, classificou as radiações eletromagnéticas de um celular como "possivelmente carcinogênico para humanos".

Ainda assim, a Iarc ressalta que não há nenhum caso registrado. Já o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos foi conclusivo em 2013 ao afastar as emissões como uma dos fatores geradores. "Pesquisas com células de animais e pessoas mostraram que a energia de radiofrequência não causa câncer", confirma a instituição.

2) Homens ficam estéreis ao usar notebook no colo

A ideia de que as ondas emitidas por notebooks pode causar infertilidade já fez homens pensarem duas vezes ao sentar no sofá com o computador no colo. A lenda já existia, mas ganhou força com estudo de 2011 publicado no jornal de Fertilidade e Esterilidade da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva. A publicação associou a exposição de radiação eletromagnética de um notebook conectado ao Wi-Fi à perda de mobilidade por espermatozoide.

Na mesma época, porém, um especialista negou a ideia. Dr. Robert Oates, presidente da Sociedade de Reprodução Masculina e Urologia dos Estados Unidos, explicou que as conclusões do estudo só foram possíveis em um "ambiente completamente artificial" e não se aplicam a um notebook no colo. "O estudo é cientificamente interessante, mas não tem qualquer relevância biológica humana"? Ou seja: meninos, podem voltar para o sofá.

3) Usar celular em posto de gasolina é perigoso

Tão onipresentes quanto o combustível em postos de gasolina, placas que proíbem o uso de celulares nesses estabelecimentos reforçam a ideia de que os aparelhos são um risco a carros e motoristas.

A Universidade de Kent, no Reino Unido, apresentou em 2005 um levantamento das causas de incêndios em postos de abastecimento no mundo nos 11 anos anteriores. Nenhum deles fora causado por celular. Segundo o professor Adam Burgess, autor da pesquisa, as leis que proíbem o uso do dispositivo nesses locais seguem recomendações de empresas de combustível e fabricantes de eletrônicos que não passam de precaução.

4) Janelas privadas do navegação tornam acesso anônimo

Quem usa o modo de navegação privado para acessar conteúdos sensíveis e espera não ser identificado, pode ter uma surpresa. A navegação anônima faz browsers da Microsoft, Google, Apple, entre outros, apenas não guardar informações como histórico de sites, importar páginas favoritas e preferências, além de não conectar automaticamente a contas de e-mail ou rede social.

Isso não quer dizer que a identidade do usuário ficará a salvo de sites ou provedores de internet. Eles sabem quem você é. E o que você fez na noite passada.

5) Esvaziar a lixeira apaga arquivos permanentemente

Depois de deletar um arquivo e removê-lo da lixeira, ele não existe mais, certo? Não. Quando um usuário faz isso, os documentos não são apagados, apenas não podem ser "vistos" pelo sistema operacional.

A plataforma entende que o espaço correspondente ao ocupado pelo arquivo deletado está livre. Os bits que contém as informações, no entanto, continuam lá. Há empresas e até programas especializados em varrer o disco rígido do computador em busca de dados deletados que ainda estão nele.

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