VÍDEOS: Sindprev flagra lixo contaminado e EPIs vencidos na UE de Arapiraca
No Samu também faltam EPIs; quem reclama sofre assédio moral ou é dispensado
Fora dos holofotes, o combate ao coronavírus, em Arapiraca, na estrutura oferecida pelo Governo Renan Filho (MDB), tem sido feito com improviso na Unidade de Emergência do Agreste (UEA). Recebendo pacientes de várias cidades como Penedo, Palmeira dos Índios e, até, de Maceió, a estrutura está com problemas na rede de esgoto, com fossas estouradas ao lado da cozinha, e com trabalhadores sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ou utilizando as máscaras por até 30 dias, fora do prazo de validade.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Além disso, também foram encontrados lençóis jogados e empilhados numa sala abandonada. A falta de uma Central de Resíduos Sólidos faz com que o lixo tenha um descarte irregular, chegando a formar uma "montanha" de sacos que se acumulam dentro do terreno da unidade, que tem paredes mofadas. Conforme Boletim Epidemiológico, a cidade tem 279 pessoas infectadas e já registrou 9 óbitos.
Leia também
A situação precária foi constatada durante visita,in loco, do Sindicato dos trabalhadores da Saúde, Previdência, Seguro Social e Assistência Social (Sindprev) realizada nessa quarta-feira (27). O flagrante de desrespeito e as condições insalubres foram registradas em fotos e vídeos, pela entidade, que vai formalizar denúncia ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
"A questão de estrutura é precária, com uma área dividida com tapumes mofados, com fossas assépticas estouradas, com dejetos escorrendo a céu aberto, além de uma montanha de lixo contaminado, oriundo dos atendimentos. A cozinha que prepara a alimentação dos pacientes e funcionários funciona ao lado. Também constatamos trabalhadores sem EPIs ou usando máscaras fora do prazo de validade, já que o correto seria o descarte com 15 dias, mas tem trabalhador com a mesma há pelo menos 30 dias", denunciou o presidente do Sindprev, Francisco Paiva.


"Vamos para a rua", convoca Lula ao pedir mobilização contra "retrocesso" no país

Incêndio destrói borracharia durante a madrugada em Palmeira dos Índios

Alfredo Gaspar celebra arquivamento no STF: "A verdade e a justiça chegaram"

Após derrota para JHC, Renan Filho reassume mandato e provoca críticos da escala 6x1
Samu
A motivo da visita da comissão do Sindprev também incluiu o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na cidade, onde, também, foram constatadas ausências de EPIs, inclusive, de macacão para a equipe. Lá, conforme relatos do presidente, os trabalhadores que questionaram as péssimas condições sofreram assédio moral e chegaram a ser devolvidos e, pelo menos, um trabalhador que era precário há 14 anos acabou demitido.
"Nós encontramos erros inaceitáveis, como assédio moral, num momento desse. Lá no Samu, os companheiros estão enfrentando problemas com EPI. Não estão sendo oferecidos equipamentos e quem foi reivindicar acabou sofrendo assédio moral e, depois, foram afastados. Pelo que apuramos, um companheiro e companheira efetivos foram devolvidos à Sesau [Secretaria de estado da Saúde] e um precarizado, há 14 anos, foi dispensado", revelou Francisco.
No caso do Samu, a entidade não conseguiu conversar com nenhum dirigente do órgão. O diretor, segundo apurou o sindicato, mesmo tendo sido informado da presença dos sindicalistas no local, não compareceu. Uma fonte informou ao grupo que ele estava circulando pela cidade, até a saída dos membros do sindicato.
Ele disse, ainda, que o clima entre os trabalhadores é de preocupação e medo, já que, a cada dia, como estão na linha de frente, estão notando o aumento do contágio e a necessidade de atendimento especializado. Por isso, a preocupação com a saúde e segurança, bem como a cobrança por equipamentos de segurança dentro dos padrões.
Diante de tanta precariedade encontrada, a entidade, além de tornar pública a situação, também vai encaminhar - de forma emergencial - um vasto relatório com dados, como fotos e vídeos, para que os órgãos de controle e fiscalização se posicionem o quanto antes. O temor da categoria é quanto ao aumento de óbitos e, também, contaminação e adoecimento dos trabalhadores.
VEJA VÍDEOS!
