Vereadora Fátima Santiago admite defender legalização da maconha em Maceió
Revelação ocorreu durante apreciação do veto ao projeto de venda de bebida nos estádios de futebol
A legalização da maconha foi admitida pela vereadora Fátima Santiago (PP), na tarde da última quinta-feira, durante sessão na Câmara de Vereadores de Maceió, como forma de diminuir a violência. Em pronunciamento, a médica, que também se apresentou como sendo de orientação cristã, reconheceu que mudou seu ponto de vista após anos sendo contrária a qualquer posição nesse sentido.
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"Posso dizer que eu era radicalmente contra aqueles que pensam que um dia a maconha possa ser legalizada no Brasil. Hoje já não penso assim. Acho que a maconha tem até que ser legalizada porque, quando você deixa de proibir, deixa-se de ter o intermediário, que é o traficante, que é quem produz a morte. Em última instância, ele é o promotor da morte", considerou Fátima.
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A revelação da vereadora ocorreu durante a discussão sobre a derrubada do veto do prefeito Rui Palmeira (PSDB) à venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol e outras arenas esportivas.
Sobre o projeto da venda de bebidas, Fátima Santiago disse acreditar que a proibição não é benéfica. Foi nesta oportunidade, após lembrar os efeitos nocivos do cigarro, que acabou revelando sua opinião sobre a erva. "Então, proibir bebida no estádio de futebol talvez não seja o ideal. O ideal é que cada família corrija, eduque os seus jovens desde cedo", completou a vereadora.


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Ao contrário do que possa parecer, Fátima não é militante da causa pró-legalização. Ao invés disso, por conta de sua formação religiosa, defende que se trabalhe junto às famílias, a fim de que se mostre aos jovens que recorrer à maconha ou à bebida alcoólica não é necessário.
"Não precisamos beber para sermos alegres. Esta é a cultura que devemos implantar", concluiu a vereadora, acrescentando que, em várias atividades na igreja a qual frequenta, tal postura é demonstrada aos jovens.
Com a derrubada do veto, a bebida vai voltar a ser consumida livremente nos estádios da capital, assim que a medida for publicada no Diário Oficial do Município - apesar de o Ministério Público Estadual (MPE) já questionar a decisão. O projeto, porém, não define quem serão os exploradores do comércio: empresas ou pequenos comerciantes.
