Vereador de Maceió diz que perde seguidores ao postar foto com marido
Parlamentar saiu em defesa de atleta de vôlei de praia que sofreu ataques homofóbicos durante partida

O vereador de Maceió Rodolfo Barros encerrou seu discurso em sessão ordinária na Câmara de Maceió, desta quarta-feira (20), fazendo um desabafo sobre sua orientação sexual. Ele aproveitou a oportunidade para sair em defesa do jogador de vôlei de praia Anderson Melo, que foi vítima de homofobia durante uma competição no Recife.
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Casado com um homem, Barros afirmou na Casa Legislativa que também sofre homofobia, informando que perde "dezenas, centenas" de seguidores quando publica fotos com o marido.
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"Essa é a minha maior intenção em trazer esse assunto e eu confesso que, às vezes, é ate difícil de externar isso, de ir a uma rede social falar isso. Porque, por incrível que pareça, todas as vezes que eu publico uma foto com meu esposo, eu perco dezenas e centenas de seguidores", afirma o parlamentar.
Ainda durante a fala, o edil defendeu o direito de as pessoas serem quem elas realmente são, sem precisarem se esconder para serem aceitas socialmente.


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"Acho que ser quem se é, além de libertador, é dizer ao mundo que existem pessoas iguais a nós e essas pessoas merecem o respeito por serem pessoas e seres humanos, para além da sua orientação sexual. Não me importa o que cada um vive na sua vida pessoal, singular e individual", disse o vereador.
O discurso de Barros acorre em defesa do atleta de vôlei de praia Anderson Melo, que foi atacado com ofensas homofóbicas durante Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, que ocorreu em Recife (PE), no último dia 14.
Anderson Melo publicou nas redes sociais gravações, captadas pelas imagens do circuito, de torcedores proferindo palavras ofensivas, chamando-o de "mulher" ou perguntando se ele usa calcinha.
Em outro momento, um dos torcedores chama Anderson de "bicha" e diz que vai matá-lo ali mesmo.
Nas redes sociais, o atleta também desabafou, mas textualmente.
"Demorei a escrever porque eu precisava digerir o que aconteceu naquela quadra, no ambiente que mais amo estar sofri ataques homofóbicos continuadamente e pela primeira vez na vida não consegui reagir. Eu não estava acreditando no que estava acontecendo e eu só lembrava da minha mãe, o quanto ela tinha medo de me ver sofrer por ser homossexual. E infelizmente ela não estava aqui para me proteger e nem ninguém", afirmou o jogador.
