TST pede a Maia para retirar de pauta novos cargos para Justiça do Trabalho
Ministro Ives Gangra Filho se reuniu com presidente da Câmara nesta terça. Conselho do TST diz que propostas irão gerar impacto anual de R$ 1 bilhão.
O presidente do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Ives Gandra Martins Filho, solicitou nesta terça-feira (4) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a retirada da pauta da casa legislativa dos projetos que preveem a criação de novos cargos e a contratação de servidores na Justiça do Trabalho.
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Segundo Maia, o presidente do CSJT, que também comanda o Tribunal Superior do Trabalho, está preocupado com um eventual aumento de despesas justamente no momento de crise econômica do país e de ajuste fiscal no governo federal.
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"O presidente do TST pediu a retirada de dezenas de projetos de criação de cargos pela compreensão que ele tem de que não é momento de se criar despesa", disse o presidente da Câmara.
Ives Gandra foi recebido na tarde desta terça por Rodrigo Maia no gabinete da presidência da Câmara. Na audiência, o ministro oficializou o pedido para retirada dos projetos da pauta da casa legislativa.


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No total, há 32 projetos de interesse da Justiça do trabalho em tramitação na Câmara. Segundo o TST, as propostas previam a criação de cem Varas do Trabalho, 200 vagas para juízes e 8.000 vagas para servidores. A economia aos cofres públicos deverá ser de R$ 1 bilhão ao ano.
Para Maia, a iniciativa do presidente do TST "vem em boa hora" e deveria servir de exemplo para outros setores.
"Às vezes, as pessoas não se dão conta do tamanho da crise que o Brasil. Às vezes, garantir benefícios não significa efetivamente ganhar alguma coisa. Porque, quando a inflação sai de controle, o salário daquele que acha que garantiu algum benefício, vai estar sendo prejudicado", enfatizou.
