Servidores são obrigados a atuar na campanha de Alfredo, denunciam deputados

Davi Maia e Cabo Bebeto disseram ter prints de conversas e áudios que confirmam denúncia

Funcionários do Governo do Estado estariam sendo obrigados a atuar de maneira veemente na campanha do candidato a prefeito, Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB), apoiado tanto pelo governador Renan Filho (MDB) como pelo atual prefeito Rui Palmeira (sem partido). A denúncia foi feita pelos deputados estaduais Davi Maia (DEM) e Cabo Bebeto (PSC).
Os parlamentares informaram, durante a sessão plenária desta quarta-feira (21), que dispõem de "prints" de conversas e áudios em grupos de aplicativos de mensagens instantâneas que confirmariam a acusação.
Nos diálogos, segundo Davi Maia, os servidores nomeados para cargos em comissão estariam sendo pressionados a colar adesivos nos veículos e a participar de atividades políticas marcadas pelo candidato de Renan e Rui.
"O que mais se vê são cobranças para colar os 'furadinhos' nos carros, listas de cadastro eleitoral e outras práticas que só comprovam o uso da máquina do Governo do Estado para trabalhar e operacionalizar a candidatura. É só passar na frente de qualquer secretaria do Estado para ver que os funcionários estão sendo obrigados a adesivar os próprios veículos", afirmou o democrata.
A denúncia foi referendada pelo Cabo Bebeto. O deputado informou que funcionários públicos estaduais, além da obrigação para colar os adesivos da campanha de Alfredo Gaspar, estariam sendo pressionados a participar de caminhadas e outras atividades. "Na Unidade de Menores, por exemplo, tem funcionário sendo obrigado a tirar foto do carro já adesivado. Além disso, há uma promessa de se construir até um condomínio que beneficiaria os agentes socioeducativos".
Bebeto acrescentou que há pressão aos agentes do programa Ronda no Bairro. "Temos áudios e cópias das mensagens postadas nestes grupos que comprovam estas cobranças".
Davi Maia ainda criticou Alfredo Gaspar por prometer pagamento de auxílio emergencial, caso seja eleito. "Onde ele vai tirar este dinheiro, já que a prefeitura, nesta pandemia, não conseguiu pagar o 13º salário aos servidores no mês do aniversário e nem a previdência. Quero fazer este alerta e um pedido ao Ministério Público Eleitoral e à Justiça Eleitoral, para que se atentem ao que estamos vivenciando na campanha deste anom na capital. É um dos maiores crimes eleitorais que presenciei em toda a minha história na política", afirmou o deputado. Davi e Bebeto apoiam a candidatura de JHC à Prefeitura de Maceió.
Em aparte, Antônio Albuquerque (PTB) defendeu mudanças na legislação eleitoral para evitar interpretações equivocadas do processo. E elogiou o candidato Cícero Almeida (DC), seu aliado político na campanha deste ano.
A Gazetaweb entrou em contato com o Governo de Alagoas, a Prefeitura de Maceió e o comitê do candidato, mas até a publicação desta matéria, nenhum retorno havia sido dado.