Servidores pressionam vereadores de Maceió para derrubar projetos de lei
Trabalhadores apontaram que matéria enviadas pelo Poder Executivo são prejudiciais às categoriais
Servidores municipais de Maceió ocuparam a Câmara de Vereadores, na tarde desta quinta-feira (4), reivindicando que o Poder Executivo desista de dois projetos de lei enviados pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB) e que alteram o Plano de Cargos e Carreiras e o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais da capital. Eles cobram também que haja um canal de diálogo. Os textos dos projetos foram publicados no Diário Oficial do Município (DOM) de terça-feira e, desde então, provocam críticas.
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Além de ocuparem a entrada do Poder Legislativo, cobrando que os vereadores se posicionem acerca dos projetos, os servidores realizaram um protesto, fechando um trecho da Rua Sá e Albuquerque, no bairro de Jaraguá. Com um carro de som e palavras de ordem, líderes sindicais fazem discursos inflamados contra os textos dos projetos enviados à Casa de Mário Guimarães pela prefeitura. Equipes da Guarda municipal e Polícia Militar foram acionadas e reforçam a segurança.
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Segundo o representante do Sindicato dos Agentes de Saúde (SINDAS), Cristiano Márcio, o envio dos projetos sinaliza que o prefeito não quer ter diálogo com os servidores e que deseja utilizar, segundo o sindicalista, a influência que tem com os vereadores para aprovar a matéria no parlamento o quanto antes. O sindicalista cobra uma maior interlocução antes da análise dos projetos.

"Não sairemos daqui até os parlamentares recuarem, porque não houve diálogo e continua não havendo. O que estão tentando fazer é enfiar goela abaixo esse projeto de lei contra o trabalhador e convencer a sociedade de que ele é bom, mas ele [projeto] vai acabar com o plano de cargos e carreiras e insalubridade dos servidores, que são tão importante para nós. Essa é uma conquista histórica. Não invadimos nada, ocupamos uma Casa que já é do povo", expôs Cristiano Márcio, do SINDAS.


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"Cheguem junto pessoal. Chamem seus companheiros, não vamos deixar esse projeto ser aprovado. Não podemos esmorecer diante destas dificuldades. Caso sejam aprovados, teremos que pagar um preço muito alto e por muito tempo. Eu me aposento ano que vem e não é justo eu sair perdendo após tantos anos. Por que eles não tiram dinheiro dos altos salários e privilégios deles", questionou Lurdes Cicera, do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Alagoas (Sineal).
Com a manifestação, o trânsito na região ficou congestionado e equipes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) foram acionadas. Em nota, a Secretaria Municipal de Gestão (Semge) informou que o projeto de lei encaminhado à Câmara não suprime nenhum direito do servidor, ao contrário, corrige distorções, como é o caso de cerca de 2 mil servidores da Saúde que, com a correção, terão aumento no adicional de insalubridade.
"A Semge recebeu representantes de sindicatos na manhã desta quinta-feira (04) e está aberta ao diálogo com o servidor. O órgão ressalta que o projeto busca ordenar e otimizar o serviço público municipal, adequando a legislação municipal que trata do Plano de Cargos, Carreiras e Salários à atual realidade financeira, contábil e orçamentária do Município e a renovação da legislação, em conformidade com as demais legislações estaduais e federal", destacou a nota da pasta.
