Renan Filho atribui crescimento de assassinatos em AL à briga de facções
Governador garante que estado vem trabalhando para encontrar novas alternativas de combate à violência no estado
Após ser questionado sobre os 204 homicídios registrados no mês de janeiro em Alagoas, o governador Renan Filho (PMDB) disse, na tarde desta segunda-feira (20), em entrevista à Gazetaweb, que o resultado é fruto direto da briga entre as facções criminosas que atuam em Alagoas. "A novidade é esta guerra entre os criminosos. Estamos atuando forte para enfrentarmos este novo desafio", respondeu o peemedebista.
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Já de acordo com o secretário de Segurança Pública, Lima Júnior, o governo vem trabalhando diariamente "para assegurar uma Alagoas melhor, mais segura". No entanto, segundo ele, o mês de janeiro "foi marcado pela guerra entre as facções", com os criminosos chegando a divulgar vídeos das mortes nas redes sociais.
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"Este é um problema nacional, não apenas local. Tivemos um 'guerra' em que se matou muita gente. Os integrantes destas facções estão se enfrentando diariamente, com o objetivo de demarcar seus territórios. Os exemplos disto estão por toda a parte. Apesar do crescimento da violência, o setor de inteligência vem trabalhando para localizar todos os responsáveis, prendendo os suspeitos", explicou Lima.
Perguntado se a média de homicídios voltará ao normal no mês de fevereiro, o secretário de Segurança Pública preferiu não fazer nenhuma projeção. Ele explicou que, mesmo com o trabalho constante das forças policiais, "os criminosos seguem se matando nas ruas de Maceió e também no interior do estado".


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"Se não fosse esta situação de guerra entre as facções, teríamos um quadro dentro da normalidade. Porém, vamos seguir trabalhando firme para reverter este quadro o quanto antes. Estados vizinhos a Alagoas estão sofrendo muito com esta briga, mas acredito que, em breve, teremos uma mudança", expôs.
Paralisação preocupa
Na oportunidade, o secretário de Segurança também externou sua preocupação para com a paralisação da Polícia Civil de Alagoas, que deve ter início na próxima sexta-feira. Para ele, é importante que se encontre uma solução o quanto antes, "respeitando-se a realidade orçamentária de Alagoas".
