Renan aposta em energia a gás para gerar empregos e contrapõe experiência ao improviso
Ele destacou a diversidade da matriz energética alagoana, formada por fontes como biomassa, energia fotovoltaica e hidrelétrica

O senador e candidato ao Governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), defendeu a expansão da geração de energia a gás como estratégia para atrair investimentos, reduzir custos de produção e gerar empregos no Estado. Ao apresentar as propostas, ele destacou sua experiência administrativa e afirmou que a eleição coloca frente a frente um modelo de gestão técnica e o que classificou como “improviso”.
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As declarações foram dadas nesta segunda-feira (24), durante coletiva de imprensa realizada antes do encontro “A Indústria na Agenda dos Governadores”, na Casa da Indústria, em Maceió. O evento é promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), em parceria com Fecomércio, Faeal, Federalagoas e Sebrae Alagoas.
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Renan destacou a diversidade da matriz energética alagoana, formada por fontes como biomassa, energia fotovoltaica e hidrelétrica, e apontou a geração a gás como uma nova frente de desenvolvimento econômico. “Nós geramos energia por biomassa, geramos energia fotovoltaica, geramos energia hidrelétrica e, agora, nós vamos ser um dos maiores geradores do Nordeste brasileiro de energia a gás”, afirmou.
Segundo o candidato, Pilar, Satuba e Marechal Deodoro deverão receber empreendimentos relacionados ao setor. “Com os novos leilões de geração de energia, esses municípios vão receber muitos investimentos em indústrias geradoras de energia a gás. Isso é muito importante, muito representativo”, considerou.


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Renan também relacionou a oferta de energia às mudanças provocadas pela reforma tributária. Na avaliação dele, com o fim da guerra fiscal, a redução dos custos de produção será determinante para a atração de empresas. “Com a reforma tributária e com o fim da guerra fiscal, quem tiver menor custo de produção terá mais condição de se adaptar às novas regras”, declarou.
Para o candidato, a chegada de novas indústrias poderá movimentar diferentes setores da economia e ampliar a oferta de trabalho. “Quando uma empresa chega, ela promove o desenvolvimento. O emprego é a consequência mais evidente, tanto o emprego direto na indústria quanto o emprego gerado indiretamente”, explicou.
Renan citou ainda o desempenho do mercado formal de trabalho e defendeu políticas de crédito, qualificação e acesso à informação para trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores. “Alagoas está em máxima histórica de emprego com carteira assinada. Isso é um marco, é fato”, afirmou.
Ao defender as propostas, Renan apresentou sua experiência no governo de Alagoas como diferencial e rejeitou soluções que classificou como atalhos administrativos. “Eu não vou propor improviso, eu não vou propor atalho, porque, às vezes, o atalho e o improviso parecem interessantes no curto prazo, como uma cortina de fumaça, mas depois eles alongam o processo”, disse.
O candidato afirmou que, durante sua gestão, priorizou critérios técnicos, diálogo e construção coletiva. Segundo ele, esse modelo ajudou Alagoas a superar dificuldades financeiras e ampliar a capacidade de realizar investimentos.
“Quando eu fui governador do Estado, fiz uma profissionalização e dei prioridade à técnica, ao diálogo e à construção coletiva, tanto com a sociedade quanto com a política. Isso fez o Estado, que era quebrado e não tinha dinheiro para nada, se transformar no Estado com maior capacidade de investimento do país”, declarou.
Renan prometeu montar uma equipe técnica, “competente, séria e transparente” em um eventual novo governo. Ao criticar a organização administrativa do grupo liderado pelo ex-prefeito de Maceió JHC, ele resumiu a disputa como uma escolha “entre o certo e o duvidoso” e defendeu que as soluções sejam construídas em diálogo com o setor produtivo.
