Rastreador, ameaças e racha político: prefeito de Rio Largo diz temer pela vida
Carlos Gonçalves afirma que encontrou rastreador clandestino no próprio carro e que procurará Ministério Público e autoridades policiais
O prefeito de Rio Largo, Carlos Gonçalves, publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (10) no qual relatou ameaças contra ele e seus familiares, afirmou temer pela própria vida e revelou fatos até então desconhecidos sobre o rompimento político com a deputada Gabriela Gonçalves e o ex-prefeito Gilberto Gonçalves.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Carlos afirmou que decidiu se pronunciar depois de tomar conhecimento, por meio da imprensa, de áudios que o deixaram preocupado com sua integridade física e com a segurança da família e de integrantes da administração municipal. O prefeito não detalhou o conteúdo das gravações durante o vídeo.
Leia também
Ao contextualizar sua preocupação, ele recordou o histórico de violência política em Alagoas e citou o assassinato de Cléber Malaquias, ocorrido em Rio Largo, em 2020. “Rio Largo não pode voltar aos tempos em que o medo, a intimidação e a violência faziam parte da disputa pelo poder”, declarou.
Carlos também apresentou sua versão para o rompimento com Gabriela e Gilberto Gonçalves. Segundo ele, após receber o convite para disputar a sucessão municipal, surgiram divergências sobre a maneira de administrar a cidade e tentativas de interferência em decisões que caberiam ao prefeito eleito.


Motorista de aplicativo é preso por tentar estuprar jovem

Polícia descarta ação de serial killer em São Paulo

Menino reza durante assalto à adega da família em São Paulo

Polícia investiga morte de jovem na Serraria em Maceió
“Vim para Rio Largo para ser prefeito. Esse sempre foi o acordo. Não vim para ser um pau-mandado ou fantoche de ninguém”, afirmou. Carlos alegou que, após assumir a Prefeitura, passou a receber ameaças dirigidas a ele, à esposa, aos filhos, à avó e a outros familiares.
O prefeito disse que a relação política se tornou insustentável e que, depois do rompimento, houve tentativas de afastá-lo do mandato. Segundo Carlos, ele procurou órgãos e instâncias competentes para preservar o cargo, mas não apresentou, no pronunciamento, documentos nem identificou os autores das supostas ameaças.
Um dos fatos mais graves revelados por Carlos foi a descoberta de um rastreador clandestino em seu veículo. O prefeito descreveu o equipamento como uma “TAG” e questionou quem teria interesse em acompanhar seus deslocamentos. Ele ressaltou que o automóvel também é utilizado pela esposa e pelos filhos.
“Eu não estou afirmando sem provas quem colocou esse equipamento ou qual era a sua intenção, mas quero respostas. Quero saber quem fez isso e por quê”, disse. Carlos informou que registrou um boletim de ocorrência e que procurará o Ministério Público e as autoridades policiais para pedir uma investigação rigorosa.
O prefeito também afirmou ter recebido relatos de intimidação contra secretários e servidores municipais. “Eu temo pela minha vida, temo pela segurança da minha esposa, dos meus filhos e da minha família, e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso”, declarou.
Ao final do pronunciamento, Carlos disse que não responderá às supostas intimidações com violência e que buscará proteção e respostas por meio da Justiça. “O povo precisa de paz. Rio Largo precisa de paz”, concluiu.
