PF conclui um dos inquéritos de Renan e não encontra indício de delito
Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que negociou propina com Aníbal e que ele falava em nome do presidente do Senado
A Polícia Federal (PF) informou nesta sexta-feira (3) que encerrou na última quarta-feira (1º) um dos inquéritos da Operação Lava-Jato que tramitam no Supremo Tribunal Federal. O inquérito envolve o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), mas os investigadores não encontraram indício de delito cometido por ele.
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A PF indiciou o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) e seu ex-assessor parlamentar Luis Carlos Batista de Sá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
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"O indiciamento ocorreu ad referendum do ministro Teori Zavascki e é decorrente das provas colhidas no decorrer da investigação, especialmente da análise de dados referentes ao afastamento do sigilo bancário e fiscal, além de prova testemunhal, documental e relatórios de inteligência", informa a PF em nota.
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que negociou propina com Aníbal e que ele falava em nome de Renan.


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"No tocante ao recebimento de valores por parte do senador Renan Calheiros a partir de empreiteiras contratadas pela Petrobras, afirma que manteve diversas reuniões onde estava presente o deputado Federal Anibal Ferreira Gomes e o Senador Renan Calheiros, sendo que Anibal seria uma espécie de interlocutor de Renan; que, algumas dessas reuniões foram feitas na residência do senador Renan; que, assevera que em uma dessas oportunidades Anibal Gomes, dizendo falar em nome do senador Renan Calheiros lhe levou uma reclamação do Sindicato dos Práticos acerca do reajuste da remuneração", disse Costa em depoimento.
Costa disse que sua atuação enquanto diretor da Petrobras, para atender a uma demanda do Sindicato dos Práticos, deveria ter rendido R$ 800 mil em propina. Segundo ele, o ajuste de preços com o Sindicato dos Práticos "foi legal e regular", mas ele teria atuado como diretor de Abastecimento para "agilizar o processo".
Ao todo, 14 inquéritos da Lava Jato que tramitam nos tribunais superiores já foram relatados pela Polícia Federal. Outros 31 inquéritos ainda estão sendo conduzidos pela equipe de policiais federais que compõem o Grupo de Inquéritos do Supremo Tribunal e Superior Tribunal de Justiça- GINQ, que atua exclusivamente nos inquéritos que tramitam no STF.
