Parque Gráfico da Gazeta de Alagoas tem maquinário moderno
Com rotativa em cores e totalmente automática, caderno é rodado em até quinze minutos
Quando chegou à Gazeta, Lindivaldo de Lima Paiva tinha apenas 17 anos. Hoje, é um dos funcionários mais antigos da Organização Arnon de Mello (OAM) e exerce função primordial no parque gráfico da Gazeta de Alagoas. Depois de diagramadas e finalizadas, as páginas com as matérias pensadas, redigidas, editadas e revisadas na redação são enviadas para ele em forma de arquivos digitais.
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"Recebo as páginas por unidade, via internet e link dedicado, direto da redação. Uso programa chamado ?preps? para fazer a paginação, juntando as ímpares com as pares de cada caderno, como se fosse um livro", explica Lindivaldo, ao falar de seu trabalho na gráfica, onde já passou por todos os processos de impressão, desde de quando a Gazeta era impressa em preto e branco.
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O setor gráfico da Gazeta de Alagoas é comando por Álvaro Cleto. Ele está em Maceió desde 1989, quando foi convidado a fazer o trabalho de adaptação da antiga impressora para que a máquina passasse a imprimir jornais em cores, o que não havia em Alagoas até então.
"Gostei da terra, fui convidado a ficar e aceitei prontamente. Um ano depois, a OAM comprou a primeira torre de impressão. Fomos aumentando gradativamente o setor gráfico e hoje temos duas rotativas", diz Álvaro Cleto.


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Segundo Álvaro, com a implantação dos computadores, muita coisa foi modernizada e o processo de confecção dos jornais foi simplificado. "Aquilo que era praticamente artesanal hoje está digitalizado", diz ao se referir às CTPs (Computer to Plate), ?processo computadorizado de gravação das chapas usadas na impressão offset. A chapa é gravada através de laser, que é controlado por um computador, de forma similar às impressoras laser. Isto permite que a chapa seja gerada diretamente de um arquivo digital?.
Antes das CTPs, o processo era lento. Cada caderno levava cerca de duas horas para ser impresso, pois metade do processo era manual. Hoje, o tempo caiu para 25 minutos.
O presidente do Conselho Estratégico da OAM e do Instituto Arnon de Mello (IAM), Carlos Mendonça, classifica a Gazeta como um patrimônio do povo alagoano. A trajetória do veículo se confunde com a própria história do Estado, tendo em vista que são nas páginas do impresso que os fatos mais relevantes são relatados. "Desde quando a primeira Gazeta foi impressa, há 82 anos, ela traz a expressão do povo alagoano em suas páginas. E continua com foco na verdade e produzindo conteúdo de qualidade para todos os seus leitores", analisa.
Mendonça começou como revisor da Gazeta, na época em que o jornal era rodado em uma placa derretida de chumbo e, mesmo com o avanço tecnológico e o surgimento da gráfica, o compromisso de fidelizar a informação ainda é mantido.
