MPE investiga gastos da Sesau e possíveis atos de improbidade durante pandemia
Promotoria da Fazenda instaurou procedimento após receber representações do MP de Contas
As compras de insumos e outros materiais relativos à Covid-19, efetuadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), estão, agora, na mira do Ministério Público Estadual (MPE). A 17ª Promotoria de Justiça da Capital - Fazenda Pública Estadual instaurou procedimento preparatório de inquérito civil para apurar os trâmites das despesas públicas neste período, bem como possíveis atos de improbidade administrativa cometidos durante as aquisições.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

O responsável pela apuração é o promotor Coaracy José Oliveira da Fonseca. Ele já encaminhou ofício ao secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, solicitando informações mais precisas sobre os gastos na pandemia. Foi estipulado o prazo de 10 dias úteis, a partir da data da notificação (feita na semana passada), para que o gestor da pasta preste os esclarecimentos solicitados.
Leia também
"Buscamos esclarecimentos acerca dos materiais que são necessários para o tratamento da Covid-19. Diante disso, quais compras foram feitas, os valores pagos, queremos ter acesso aos termos de referência, descobrir se os fornecedores têm idoneidade, quais são eles e se a cotação de preços foi feita. Isto tudo porque compra direta, sem licitação, não significa dizer que o Estado fica livre para comprar de qualquer maneira. Há muitas exigências a serem cumpridas", destaca o promotor.
Ele disse que recebeu representações do Ministério Público de Contas (MPC), que já foram encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL), nas quais detalha uma prévia análise nas despesas públicas neste momento de calamidade pública em Saúde. A avaliação prévia dos gastos indicam possíveis fatos passíveis de constituírem atos de improbidade administrativa, que pode "ferir a legalidade e a moralidade".


Doação de sangue em Maceió

Acidente em Marechal Deodoro gera engavetamento

Áudios revelam ordem para PTK se infiltrar na política de Maceió

Polícia prende suspeitos de integrar o Comando Vermelho em AL e no RJ
"O MP de Contas é um órgão sério, e, se enviou um expediente à Promotoria de Justiça, é porque existe uma preocupação com as despesas públicas durante a pandemia", afirmou.
Coaracy Fonseca confirmou que um dos questionamentos feitos à Sesau diz respeito à compra de 80 respiradores por intermédio do Consórcio Nordeste. A aquisição de parte destes ventiladores mecânicos foi alvo de uma operação da Polícia Civil e que prendeu três executivos das empresas fornecedoras. O caso está sendo investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), competente em processos que envolvem governadores.
"Vamos aprofundar a investigação neste sentido, e a tendência é que o procedimento preparatório seja convertido em inquérito civil, tendo em vista que a pandemia do coronavírus não deve acabar agora", adianta.
A Sesau informou que vai aguardar a notificação sobre o teor do procedimento para, então, emitir um posicionamento.
